1 de julho de 2022
Sergio Vaz

O PT jamais abandona um ditador

Sempre, sempre o partido esteve ao lado das ditaduras, dos regimes de exceção, dos regimes autoritários.

Em comunicado oficial, assinado pela sua presidente, Gleisi Hoffman, o PT condenou na terça-feira, dia 30 de abril, o que chama “tentativa de golpe levada a cabo pela oposição da direita golpista e antichavista”.
A nota, assinada também pelos líderes petistas na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e no Senado, Humberto Costa (PE), dizia que “grupos opositores tentam há anos derrubar o governo democraticamente eleito do Partido Socialista Unido da Venezuela” e só não teriam conseguido tomar o poder graças ao apoio que a sigla e o sistema do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, “têm junto às pessoas, após anos de políticas voltadas ao bem-estar da população e contrárias à exploração imperialista e das elites locais”.
O comunicado oficial do PT foi divulgado no mesmo dia em que o mundo viu as imagens de carros blindados das milícias da ditadura de Nicolás Maduro avançando sobre pessoas do povo.
Não é de se espantar, de forma alguma, que o PT defenda a ditadura contra o povo oprimido.
Lula visitou Havana em 2010 e posou para fotos todo sorridente, numa atitude de tietagem explícita, ao lado de Fidel e Raúl Castro, poucas horas depois da morte de Orlando Zapata Tamaya, um dissidente que ficou em greve de fome por 85 dias.
O corpo do preso político ainda estava quente, e Lula já arreganhava os dedos ao lado dos ditadores assassinos.

É claro, é óbvio, é evidente que o PT apoia Maduro e os tanques de Maduro que passam por cima do povo nas ruas de Caracas. Existisse em 1968, com absoluta certeza o PT apoiaria os tanques do Pacto de Varsóvia que esmagaram a Primavera de Praga (na foto acima). Existisse em 1956, com absoluta certeza o PT apoiaria os tanques que sufocaram a revolta da Hungria (na foto abaixo).

O PT sempre esteve ao lado das ditaduras, dos ditadores, dos regimes fortes, dos regimes de exceção, dos regimes autoritários. Sempre. Na Líbia, em Angola, em Honduras, na Nicarágua, em Cuba, na Venezuela, na Bolívia, no Equador.
***
O que houve na Venezuela na terça-feira, dia 30 de abril, não foi uma tentativa de golpe, como dizem o PT e o regime de Maduro. Foi uma tentativa de derrubar um governo ditatorial – e não deu certo, infelizmente.
Não é uma questão de esquerda ou direita – essas noções hoje tão absolutamente esgarçadas. É uma questão absolutamente simples: não dá para defender ditaduras. A ditadura de Salazar não é melhor – nem pior – que a Fidel. A ditadura de Franco não é melhor – nem pior – que a Hugo Chávez-Nicolás Maduro.
Simples assim. Simples demais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.