7 de agosto de 2026
Ney Lopes

Bomba‑relógio no Golfo: EUA e Irã rumo à crise global

O Estreito de Ormuz transformou-se em centro do confronto entre Estados Unidos e Irã . Ambos os países teimam em testar limites, que se sobrepõem a qualquer lógica e aumenta o risco de interrupções no abastecimento global. A Casa Branca joga “lenha na fogueira”, ao evitar saídas diplomáticas. Teerã mantém‑se intolerante às concessões, alimentando postura intransigente.

Irã desafia

O Irã age como se fosse possível desafiar uma potência militar muitas vezes superior aos seus recursos de defesa. Esse comportamento tem origem em episódios fincados nas raízes religiosas xiitas. Por exemplo, a batalha de Karbala (século VII), quando o imã Hussein, neto do profeta Maomé, foi morto após resistir até o fim contra forças muito mais poderosas. Para o islamismo xiita, o fato aguça o arraigado nacionalismo persa. Não significou uma derrota militar, mas o símbolo máximo de sacrifício, resistência contra a opressão e defesa da justiça.

A queda de Trump

As notícias do final da tarde de ontem, 5, mostram possibilidade de acordo, porém os iranianos insistem, que é com Omã e não com Washington. Mesmo que se concretize, ficará muito aquém dos anúncios de Trump ao iniciar a guerra, alardeando a rápida rendição da república islâmica. Por isso, apenas 22% da população aprova a sua gestão. O Partido Republicano corre o risco de perder os comandos da Câmara e do Senado a três meses das eleições.

Para avançar é necessário que ambos deixem a retórica de destruição e aceitem decisão que não seja passageira. A solução não será apenas estabilizar rotas em Ormuz, mas apaziguar as raízes do conflito. Para isso, torna-se necessário compromisso firme de Teerã com o acordado, disposição de Washington (e de seus aliados) aceitarem o papel efetivo dos mediadores regionais — não como fachada, mas como parte do entendimento, que deverá incorporar garantias econômicas, sociais e políticas.

Riscos crise energética global

A crise expõe a insegurança de uma ordem energética global, dependente de dois governos, que parecem mais interessados em vencer uma disputa simbólica, do que evitar colapso econômico. Se prevalecer a escalada, o Estreito de Ormuz deixará de ser apenas rota estratégica para se transformar no gatilho de uma crise mundial. Caso a bomba-relógio acionada por Teerã e Washington venha a explodir, dificilmente haverá vencedores, e o mundo estará no centro da devastação.
Curtinhas

Frase

“A felicidade vem do trabalho manual. Sem as mãos, não há espaço nem para a felicidade, nem para o pensamento, nem para a ação”- Byung-Chul Han, filósofo

Para o Dia dos Pais

Continuam na loja ZAO (Av. Afonso Pena, 394 – CCAB Petrópolis – Natal/RN) as ofertas que reúnem estilo, qualidade e excelente custo-benefício. Marcas famosas e desejadas como Red Life, Calvin Klein, Tommy Hilfiger, Osklen, Reserva e Aramis

Faleceu o Monsenhor Antenor, sacerdote virtuoso (I)

Faleceu o Monsenhor Antenor Salvino de Araújo, 96, Pároco Emérito da Paróquia de Sant’Ana de Caicó. Um grande Amigo, desde os tempos em que trabalhei no jornal A ORDEM e militei na política estudantil.

Faleceu o Monsenhor Antenor, sacerdote virtuoso (II)

Recordo que, quando era deputado federal, recebi dele pedido de um sacrário destinado a Matriz. Fiz a doação, em homenagem ao fervor da fé seridoense. Que Deus o receba na Eternidade!

O peso do silêncio na política (I)

Recebi mensagem de leitor, que prefere o anonimato, felicitando-me pelo artigo intitulado “RN 2026: o velho não morre, o novo não nasce”, no qual citei um a um os candidatos ao governo do Estado. A estranheza do leitor é o costume de serem mencionados apenas os tidos como favoritos.

O peso do silêncio na política (II)

Sofri na pele essa discriminação. Sei o peso do silêncio e da humilhação imposta aos candidatos de partidos pequenos. Na eleição de 2002, tentei competir como candidato ao Senado, uma velha aspiração de servir ao RN, pela experiencia que adquiri no Congresso, durante 24 anos. Os “pseudos” amigos do passado fecharam as portas. Isolaram-me.

O peso do silêncio na política (III)

Aceitei a legenda do minúsculo Partido da Mulher Brasileira. Porém, uma das maiores dificuldades ( omissões e traições) foi o fechamento da mídia, em relação ao meu nome. Percebi que, com os canais de comunicação fechados, era impossível competir. Retirei a candidatura. Ficou apenas a lição de que “a pior forma de abandono não vem dos inimigos, mas daqueles que um dia chamamos de amigos”.

Interrogação

Quem é Alfredo Gaspar, anunciado como vice de Flávio Bolsonaro?

Fonte: Blog do Ney Lopes

Ney Lopes

Jornalista, advogado, ex-deputado federal, ex-presidente da CCJ da Câmara Federal, ex-presidente do Parlamento Latino-Americano, Procurador federal.

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Jornalista, advogado, ex-deputado federal, ex-presidente da CCJ da Câmara Federal, ex-presidente do Parlamento Latino-Americano, Procurador federal.

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