Casa de Olivos controlada por militares, Malvinas e projeto de Lei de Defesa da Soberania Nacional mostram aproximação com Forças Armadas

A transferência do controle operacional da Quinta de Olivos, residência oficial da Presidência argentina, de civis para a Casa Militar, anunciada na semana passada, é o gesto mais recente de uma aproximação que Javier Milei vem construindo com as Forças Armadas. A medida poderia ser vista como uma decisão de segurança mas, quando observada ao lado das declarações do presidente sobre a revisão da memória sobre a ditadura, do aumento dos recursos para Defesa e as ações sobre as Malvinas, ela compõe um movimento mais amplo: a recuperação do papel dos militares no governo libertário.
A mudança em Olivos é particularmente simbólica. O governo anunciou que a Casa Militar, formada por integrantes das Forças Armadas e responsável pela segurança presidencial, assumirá também a responsabilidade integral pela residência. A administração geral será dissolvida e parte do pessoal civil foi demitida ou remanejada. O governo justifica a decisão pela necessidade de reforçar a segurança e melhorar a eficiência administrativa.
Fonte: Blog do Noblat

