16 de abril de 2026
Ligia Cruz

Os custos dos programas sociais

Há pouco mais de um ano para o término deste governo, Lula faz uma mágica institucional e coloca o filósofo (sic) da USP e delinquente do MTST Guilherme Boulos no Ministério da Secretaria Geral da Presidência da República. Herdeiro político, será?

Tudo faz parte da estratégia desenhada sob o ponto de vista da cartilha comunista para a perpetuação no poder. Tudo porque Lula acredita que Boulos fala a “linguagem das massas”, aquela que o povo entende, segundo ele. A dos subsídios, com direito à lavagem cerebral. Mas o objetivo vai mais além.

Alguém precisa cuidar do cofre dos subsídios que saem das contas públicas. Os programas sociais do governo, até março de 2025, consumiram cerca de R$ 400 bilhões.

Agora com Boulos, Lula pretende estreitar relacionamento com os movimentos sociais, organizações sem fins lucrativos (em tese) e ONGs – todos irrigados com muito dinheiro. O nosso.

A receita é simples. Deixe o país miserável, acabe com a economia, colocando para geri-la um incompetente. Depois, crie um monte de benefícios para gerar um exército de dependentes que votará no “provedor” do dinheiro alheio. Milhões de votos em troca de migalhas. O perfil exato de um populista comunista.

Primeiro, foi a aprovação do kit reeleição que contempla a luz de graça, o vale gás, o CEP nas favelas, fora o Bolsa família e o resto, que contemplam mais de 50 milhões de brasileiros. Um a cada quatro brasileiros recebe o valor mínimo de R$1.763,50, podendo chegar a R$ 3.578,50 em alguns casos em que outros membros da família também recebem. São 94 milhões de cadastrados, 44% dos 213 milhões de brasileiros.

Se somar aos outros subsídios, qualquer um desses beneficiários recebe muito mais do que um aposentado que trabalhou a vida inteira, recolhendo o valor mínimo do se salário para a previdência.

Desde 2023, adicionalmente, 9,1 milhões de crianças passaram também a receber o subsídio “Primeira infância”. Só o Bolsa família nos custa R$ 168,9 bilhões. O “Gás para todos”, R$ 13,6 bilhões; o “Pé de meia”, R$ 8,2 bilhões; o BPC, R$ 111,8 bilhões; o Seguro de desemprego + abono, R$ 81,3 bilhões; a Farmácia popular, R$ 3,4 bilhões; auxílios estaduais, R$ 4,2; outros (*?*), R$ 6 bilhões. Passando a régua: R$ 397,4. Viva o Boulos!

Mesmo o TCU tendo alertado sobre o desperdício em programas sociais, nos primeiros 100 dias do governo (os custos aumentaram R$ 112,1 bilhões), a saga arrecadatória de impostos aumentou. Conclusão: 12 estados têm mais beneficiários que empregos formais. Gerar empregos para quê? E trabalhar para quê?

O próprio Banco Central divulgou que beneficiários do Bolsa Família enviaram R$ 3 bilhões via Pix para sites de apostas on line – as bets – em um mês – 21% dos quais pagos por programas de assistência do governo. É o arrepio dos justos, um escárnio.

É também o ensaio de um provável estado falido se a sangria sobre os cofres públicos não estancar.

Os dados de aumento do índice de empregos pelo governo ainda é o efeito da bolha de crescimento da gestão Bolsonaro e do empenho da iniciativa privada. Logo, a curva declinará. Qualquer um que saiba fazer contas verá. Para se ter uma ideia, a dívida pública federal do Brasil, até setembro de 2025, chegou a R$ 8,122 trilhões.

Os programas de auxílio estaduais somam R$ 4,2 bilhões ao ano. Dos 27 estados, 20 tem programas sociais. Entre os maiores doadores estão Goiás (662 milhões), Santa Catarina (568 milhões), Mato Grosso do Sul (450 milhões) e Distrito Federal, Ceará, Roraima, os três com 400 milhões.

Os estados que não têm programas sociais são Acre e Maranhão. Rio de Janeiro, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte e Pará não divulgaram dados em pesquisa do “Poder 360°”, que subsidiaram esta matéria. E ainda há cidades com programas de ajuda também, como Aracaju (300 milhões), Belém (200 milhões), São Paulo (140 milhões), Vitória (112 milhões), Salvador (81 milhões), Manaus (60 milhões), Rio (não disponível).

As evidências de que os programas sociais criados pelos petistas são como um pote de ouro nas mãos de corruptos, confiscado dos pagadores de impostos.

E agora, com o invasor de patrimônio público na Secretaria Geral, à frente dos tais movimentos sociais, muitas ONGs espúrias, vão nadar de braçada em nosso suor. O objetivo é ter uma conta bem gorda para as próximas eleições.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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