18 de abril de 2026
Ligia Cruz

Não é só o ovo ou a picanha

O desgoverno vai seguir ignorando o que o brasileiro quer?

Vai ignorar as milhares de pessoas reunidas no Rio em prol da liberdade aos presos políticos e outras questões que o aflige? Vai seguir no propósito vingativo de prender Jair Bolsonaro para alijá-lo da disputa eleitoral de 2026?

Já não se trata só de ser contra ou a favor dele, de gostar de sua pessoa ou de seus ideais, mas de justiça. Sem ele na disputa é o mesmo que calar milhões de eleitores que desejam pôr um fim aos desmandos de uma classe política oportunista e corrupta como jamais visto neste país.

A esquerda não gosta de democracia. Usa o termo quando é para se vitimizar, não por convicção ou princípio.

O medo dele vencer explica esse atropelo contra as liberdades democráticas. Prendê-lo é exacerbar o arbítrio, extirpar o direito que qualquer brasileiro tem de expressar sua opinião e até de concorrer a um cargo político. Hoje é ele, amanhã será você.

A esquerda moribunda e sem quadros para uma linha sucessória se debate para se aferrar ao poder ignorando todas as pautas que outrora defendeu.

O movimento pela “anistia ampla, geral e irrestrita” dos anos 1980 foi esquecido em alguma gaveta porque já não serve mais. Morreu com a sanha pelo poder da esquerda, pela crença de que, no Brasil, não podem coexistir pensamentos contrários ao que ela quer.

A esquerda se comporta como uma criança mimada que não aceita a divergência e está pouco se lixando para os direitos, desde que os dela sejam preservados. É assim em todo mundo, onde o comunismo está no poder. Ludibria, enfia a bota na sua cara sem piedade e não ouse contestar.

O aparelhamento do Estado ocorreu ao longo de 40 anos, diante do silêncio dos conservadores que até outro dia achavam que a política era só para os políticos. Deu no que deu. A política também se faz nos bastidores e disso a esquerda entende. Corroer o regime por dentro é o ensinamento da cartilha comunista.

Não há como apagar todo o estrago feito sem usar as mesmas táticas. Seria como repetir os erros em outro espectro político. Não seria democracia. Já vimos esse filme. E vamos parar com essa bobagem de dizer que na época dos militares era melhor. Não era.

Eram outros tempos, outro Brasil e também não havia liberdade plena. Era um regime bipartidário engessado, manipulado e vigiado. O país não quer mais dono do poder, quer sê-lo.

Mas a resposta está sendo dada, embora tardiamente. Se as bancadas do Congresso e do Senado ignorarem a força dessas manifestações como essa do Rio, de São Paulo, Minas e demais cidades Brasil afora não será possível pacificar a nação. Um fosso profundo se abrirá na pátria engolindo todos os direitos. País com partido único, pensamento único, ideologia imposta é ditadura.

Pressionem seus políticos antes que múmias como Zé Dirceu saiam das catacumbas para decidir o que você pode ou não comer, o que pode dizer e pensar. Já estamos nesta fase, falta muito pouco para se consolidar um regime de exceção como o da carcomida Venezuela.

Outras manifestações virão, não se ausente das praças. Grite, reivindique, pressione e defenda o seu direito sagrado pelas liberdades democráticas. Não haverá avanço sem isso.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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