Armadilhas das redes sociais


Não sei quem disse que usar textões chatérrimos, de páginas mais páginas, vende produtos e fideliza clientes. Eu desisto na primeira, quando não me esqueço o que estava procurando, tamanho é o assédio de distrações.
Um sem-número de textos com a mesma estratégia captura a atenção dos leitores com promessas espetaculares nas redes sociais.
Quem faz o roteiro para procurar o que despertou o primeiro interesse vai se perder em um labirinto de informações, todas com apelo questionável. O que sinaliza a próxima página nem sempre está visível. Perdido, o leitor vai absorvendo uma enormidade de assuntos de igual e irrelevante importância.
Quando começa a irritação, o leitor está salvo. Mas, às vezes, na marra se chega ao fim, por mera curiosidade.
Nesses textos, o sujeito é “oculto” e o objeto está lá no fim, onde há um link para comprar. Aquilo que aguçou a sua curiosidade resume-se a um parágrafo totalmente inexpressivo.
O preço, carésimo, está lá para ser dividido em parcelas pelo cartão de crédito, não sem antes ter que preencher um questionário, que pede dados privados do consumidor. Decepcionado, por vezes, o leitor conclui que jamais gastará um centavo com toda aquela porcaria. Ou, vencido, vai gastar “uma única vez”, para experimentar.
Nessa fieira de promessas está o verdadeiro intuito de tudo isso: captar o perfil do consumidor e fazê-lo gastar com mais coisas do gênero. Por trás disso há uma verdadeira indústria da enganação.
No geral são produtos de “saúde natural”, dermocosmética e que prometem o emagrecimento num estalar de dedos. São cápsulas de ervas e insumos ditos naturais, em sua maioria, sem qualquer respaldo científico. No final, não sobra nada bom a não ser gastos desnecessários com produtos não comprovados. São verdadeiras arapucas que fazem vítimas, muitas das quais pessoas idosas. Uma tendência nefasta que deveria ser alvo de órgãos de fiscalização. Ninguém vai rejuvenescer, emagrecer, diminuir o peso e as dores com essas coisas. Só se endividar.

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