1 de maio de 2026
Ligia Cruz

A rebelião dos insanos

O Brasil de hoje dá uma boa tese de doutorado em esquizofrenia estatal. Nunca se viu, desde os tempos da monarquia um quadro tão deprimente na vida pública e  privada. Como se diz nas ruas: a confusão está posta e está tudo junto e misturado.

Trata-se de um plano proposital, arquitetado há mais de 60 anos.

Na política a luta se dá no parlamento e na mídia independente. E nas famílias, filhos confrontam os pais e deletam parentes por pura divergência de pensamento. Os que não se formaram nas atuais escolas progressistas,  que massacram o inconsciente dos jovens com as lições massantes do tal “socialismo útil” ao sistema corrupto, não aceitam cabresto –  e a maioria também não se vê como direita, mas como cidadão conservador libertário.

Na esfera estatal, quem comanda a ópera desafinada, com maestro incapaz, em tese, é o Luís Inácio   carcomido pelo tempo, pela manguaça e pelo dinheiro fácil.  Um sujeito que não tem limites, nem para a vergonha.

Um caso clássico de quem não tem moral alguma, inescrupuloso, que não se importa em não tê-la e nem com a própria ignorância. Apenas em afinar os acordes de como se pode corromper mais e melhor.

E quem tem ponta solta na vida pública e privada acaba caindo na malha e  no bolso do maior corrupto da República, inevitavelmente. Tem sido assim com deputados, senadores e empresários.  É o mercado da troca de perversidades  e conveniências à base de dinheiro público.

Luís Inácio é bilionário,  tem tudo o que jamais imaginou em sua vida desde que saiu de Garanhuns. Nem nos tempos de sindicalista, quando fingia negociar benefícios para os metalúrgicos, com executivos coniventes  das montadoras.

Só que dinheiro atrai dinheiro e essa fome não tem fim. Ele aprendeu a administrar conflitos com vantagens financeiras e vai acabar seus dias calculando seus alvos de achaque. É o seu modo de vida.

Quando a dinâmica da corrupção se instala de forma tão colossal, o sistema todo entra em frenesi, atraindo candidatos de todas as vertentes. E um sujeito como Lula é com agregador de interesseiros e criminosos de toda ordem.

Os que atuam nas sombras e nos bastidores,  com tentáculos gulosos,  como  Temer, Kassab, Costa Neto, FHC e tantos outros manipuladores. Atuantes ou no fim da vida pública, mesmo  capengas ainda cacarejam e continuam a ter um terreno ainda mais fértil para atuar e traçar esquemas de poder.

E todos os  próceres de Lula são ativados, como se fossem robôs presos em armários prestes a sair para missões.

Assim se explica a atuação de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Daniel Vorcaro, os irmãos Batista e toda a horda de corruptos e corruptores. E cada um deles com seus grupos ávidos pelo enriquecimento ilícito e poder. Quem tem preço ou o faz, está dentro. Quem não está, se mexe para  oferecer serviços escusos e facilidades. É assim que funciona.

Na verdade, o PT,   o grande arquiteto dessa máquina de moer reputações e engendrar planos maquiavélicos, desde 1979, antes mesmo de nascer de fato como partido, já discutia em suas reuniões de fundação como tomar o poder, administrar pela desordem, transformar estatais em cofres sem fundo e enriquecer a cúpula de comando.

Hoje são todos podres de ricos, “os injustiçados dos governos militares”, “os pobres torturados. Salvo alguns erros lamentáveis  e excessos, o governos militares não arranharam significativamente a superfície da democracia, comparado ao que se faz hoje.

Os torturadores do DOI-CODI daqueles tempos bicudos, todos reprováveis e criminosos,  hoje não tem seus equivalentes  nos porões, estão instalados no STF, arbitrando ao revés da Constituição,  prendendo sem julgamento e direito de defesa, cerceando, tornando ilegais negócios da mídia,  asfixiando empresários,  desmonetizando jornalistas independentes e criminalizando setores da indústria.

O falecido general Golbery do Couto e Silva, especialista de geopolítica e  segurança pública dos governos de Ernesto Geisel e João Batista Figueiredo, com todo seu conhecimento em estratégia de guerra sequer chegaria aos pés do ardil e maldade da dupla Dirceu-Lula. Na verdade, era um gentleman, não um homem raso em princípios.

Aliás,  tirando Emílio Garrastazu Medici e Costa e Silva, os “linhas duras” dos chamados anos de chumbo, os demais generais dos governos militares eram patriotas compassivos que tinham como missão barrar a evolução do comunismo no Brasil e combater os grupos de guerrilha armada,  que frutificavam no continente sul-americano nos anos 1970. Não eram crápulas como Alexandre de Moraes.

A tal clandestinidade, que hoje se canta em verso e prosa como  “ato heroico” daqueles tempos, não foi como se diz. Nem todos os personagens foram banidos,  saíram do país por não concordar com o regime. E voltaram reivindicando indenização do estado baseados em mentira institucional, no frescor da abertura democrática, como se tivessem sido chicoteados nas masmorras dos generais.

E não se trata de defender militares ou ser contra eles,  mas de compreender que eles anteviram os mesmos riscos que estamos vivendo hoje, de ver o país mergulhado no caos, nas mãos de uma pretensa ditadura comunista, manietada por interesses de potencias mundiais de igual vertente ideológica como Rússia e China.

De 1964 para cá houve só um vão de tempo em que a democracia foi subtraída pelos militares.  Depois, com a abertura  foi uma engambelação por falsos democratas, como Fernando Henrique Cardoso, que dourou a pílula como regime democrata de viés libertário, mas que bebia nas fontes de ideólogos comunistas como Florestan Fernandes e outros do naipe, alocados nos bancos da USP.

FHC teve o mérito de estabilizar a moeda e colocar o país no caminho do crescimento, mas, na verdade, o objetivo era entregar o Brasil nas mãos de Lula. Tudo combinado. O fez seu sucessor, em que pese a torpeza e a conhecida gana rapina do metalúrgico falastrão.

A direita, desorganizada, desunida,  que atira nos próprios pés como sempre, passou quase vinte anos até chamar a briga para si até surgir Jair Bolsonaro.

Aí depois veio o verdadeiro golpe que um dia o país livre contará nos livros.

Agora volta toda aquela conversinha ensaiada nos grupelhos da esquerda, que se encaixa no script do passado: o novo golpe militar, o retrocesso da direita, “só o comunismo salva”. Ladainha marxista.

O que estão fazendo com o ex-presidente,  seus generais e assessores é só uma demonstração de força, o arbítrio de forma contrária, ao arrepio das leis, um retrocesso institucional e constitucional, combinado com o desmonte do estado de direito, para a implantação de um regime comunista autocrático de fato. E o projeto não caminha, corre.

Os políticos corruptos, empresários oportunistas, veículos da mídia que vivem às custas de recursos do estado e artistas propagandistas do sistema são os verdadeiros traidores da democracia. E todos estão fazendo parte dessa escalada esquizofrênica, cujo interesse é o poder e o que ele dá. O resto que se dane.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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