21 de julho de 2024
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É uma questão de tempo…

A “Guerra dos Cem Anos”, ocorrida entre 1337 e 1422, foi vencida pela França.

Na verdade, não foi uma guerra contínua, mas uma sucessão de batalhas, travadas entre a França e Inglaterra, envolvendo cinco gerações de reis de duas dinastias rivais.

A guerra centenária teve o significado histórico de arraigar o sentimento patriótico.

Para se construir a democracia brasileira houve também uma sucessão de batalhas institucionais.

A população foi às ruas através do movimento popular “As Diretas JÁ”, exigindo eleições presidenciais pelo voto popular.

O Brasil democrático é vitorioso até hoje…

Em setembro de 2018, o ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, solto, sem cumprir os 30 anos de condenação de prisão da Lava-Jato, declarou ao jornal El País, que “não acreditava na vitória de Jair Bolsonaro” e que “dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”.

A conspiração da volta ao poder começou, antes da derrota do PT nas urnas de 2018 com a indicação de um Ministro para o Supremo, capaz de ajudar o PT a anular as condenações de seus líderes no Judiciário.

Escolheram a dedo o Togado.

Na sabatina no Senado, o indicado admitiu que “em 80, fez a maior mobilização para fundar o PT, se influenciou pelas “leituras de Karl Marx e de Lenin” e foi contra a ditadura militar.

Antes da sua posse, acertou com o Presidente Lula o timing perfeito da estratégia da missão.

Sem contratempos, o novo Ministro, cujo mandato só termina quando atingir os 75 anos, conseguiu o quórum do Colegiado para que o ex-presidiário Lula, condenado por corrupção em todas as instâncias, fosse solto, após 580 dias na prisão VIP de Curitiba.

Em seguida, veio a surreal decisão do STF, por 8 votos a 3, que confirmou “a anulação das condenações do ex-presidente Lula na Lava-Jato” e facilitando que seja candidato na eleição de 2022.

Já a destruição da imagem do Presidente, eleito democraticamente, exige mais tempo.

A milícia petista e a sórdida mídia patrocinam o “movimento FORA BOLSONARO”.

No marketing do ódio, o Presidente é xingado de nazista, genocida, agressor de mulheres, etc…

Depois, veio a ópera bufa da CPI da Covid, transformada em palanque eleitoral para ribombar as calúnias contra o Presidente, o seu governo e os militares.

No dia 1 de agosto, o povo brasileiro foi às ruas em consagradora manifestação para exigir da Câmara a adoção JÁ do voto impresso auditável, defendida entusiasticamente pelo Presidente da República e utilizado nos países que respeitam o voto “limpo e democrático”.

Uns Togados do STF reagiram em defesa do voto digital, apesar das comprovadas fraudes. Acusaram o Presidente de antidemocrata e abriram processos penais contra ele.

Um Ministro do STF foi pessoalmente à Câmara pressionar os deputados a votarem contra a mudança do processo eleitoral vigente.

O voto impresso acabou sendo rejeitado.

A mídia vazou um vídeo sonoro do Ministro, às gargalhadas com sua triunfal intervenção: “Eleição, não se vence, se toma”.

Na 6ª feira, 13 de agosto, o Brasil foi surpreendido com prisões ilegais e arbitrárias, decretadas por outro Togado contra dois apoiadores do Presidente da República.

É uma questão de tempo até o 7 de setembro e o grito de Don Pedro: “Independência ou morte”!

Que Deus proteja o Brasil da marcha da insensatez da ditadura do Supremo.

Ilmar Penna Marinho Jr

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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