4 de julho de 2022
Carlos Eduardo Leão Colunistas

Não somos imbecis

Imbecis: “To be or not to be?”

“Deus! ó Deus! onde estás que não respondes? Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes, embuçado nos céus? Há alguns dias te mandei meu grito que, embalde, desde então corre o infinito… Onde estás, Senhor Deus?…”

Eu te ouvi, filho! Não respondi ainda porque Eu estou duvidando do que revela o seu grito em relação às coisas que estão acontecendo aí no Brasil. E quando até Eu duvido é porque a coisa tá realmente feia, É tão inverossímil que estou precisando de tempo para concatenar minhas respostas.

Você tem mesmo certeza que, minutos depois da estrondosa recepção que o PR teve em BH, as pesquisas mostraram aquele máximo pecador com 48 contra 27% ainda no primeiro turno? Se a resposta é sim, a teoria mais aceita é a do Saul Christos, de que “essas pesquisas não são falsas. Elas são manipuladas, o que é ainda mais grave. Quem precisa recorrer à manipulação barata e escancarada de pesquisas é porque sabe que não tem a menor chance de justificar uma vitória sem apoio popular.”

A pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná, logo após outra retumbante demonstração de apreço ao Jair, em Manaus, também é enganadora. Ao dar 35 a 31 pró PR, está usando um artifício tipo “prêmio de consolação”. Algo para tentar aplacar o descalabro, a insensatez e o desrespeito para com o povo. Enganar é acreditar no falso, induzir ao erro, esconder a verdade, burlar, lograr, portanto, mentir! Eu falo disso em Salmos 101:7. “Quem pratica a mentira não habitará no meu santuário; o mentiroso não permanecerá na minha presença.”

Quanto à dúvida do Jair, expressa num discurso dessa semana, que questiona “o porquê do tremendo desgaste daquela Casa para tirar o “santo” da cadeia, se não fosse para torná-lo presidente”, tem uma certa lógica, mesmo porque aí no Brasil pode-se duvidar de tudo, exceto do TSE. Pelo andar da carruagem, parece estar tudo pronto para o Tribunal comprovar que os Institutos de pesquisa estavam sempre corretos. Você gosta de futebol e sabe muito bem que não se pede VAR após o fim do jogo. Portanto, fica a dica.

Ainda bem que no meu grito não mencionei as babaquices da semana. Prefiro nem imaginar a reação do Pai diante do repórter Marcelo Cosme, da Globo, ao humilhar sua colega Carolina Cimenti, ao vivo, por ela ter usado o verbo “denegrir” que, pra ele, sua emissora, uma horda de babacas e burros históricos, é um vocábulo racista. Pior foi exigir da moça que, naquele momento, se desculpasse com seu público. Como um babaca atrai outro babaca, a moça, subserviente, acatou a insanidade.

Nessa ordem de babaquices, em relação à heroica ação da PM do Rio em defesa da integridade da população contra o pernicioso e assassino tráfico de drogas, os esperados desatinos ficaram por conta das críticas de Amanda Klein, Mônica Bergamo, Freixo, Boulos e outros vira-latas, questionando o fato de não ter policiais mortos no confronto. “Por que somente os pobres e inocentes traficantes são sempre os maus e merecem morrer”? Difícil, não?

O “Bem-Vindes à Colação de Grau Festiva POLIUSP 21”, o “FORMANDES 21” no canudo do diploma e o lançamento da Mattel para a nova “Barbie Trans”, fecharam a semana e resumem o Brasil da esquerda.

E por falar em resumir, o PR foi cirúrgico: “Nós não somos imbecis que passaram a ter voz. Nós somos cidadãos que conseguimos, com informação, olhar os imbecis que sempre comandaram o Brasil.”

Cirurgião Plástico em BH e Cronista do Blog do Leão

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