
O presidente Donald Trump e o atual presidente brasileiro, reuniram-se nesta quinta-feira na Casa Branca em um encontro bilateral que durou cerca de três horas, incluindo almoço. O presidente brasileiro chegou atrasado.
Não houve recepção com honras protocolares de Chefe de Estado, nem hospedagem oficial pelo governo americano.
A reunião terminou sem a tradicional coletiva de imprensa conjunta, e lula seguiu diretamente para a Embaixada do Brasil, em uma saída discreta, o que causou especulações.
Em publicação no Truth Social, Trump avaliou o encontro de forma prática: “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico Presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo Comércio e, especificamente, tarifas. A reunião correu muito bem. Nossos representantes estão agendados para reunirem-se e discutir certos pontos fundamentais.”
Do lado brasileiro, Lula classificou a reunião como produtiva e de trabalho, destacando os temas de tarifas comerciais e cooperação em segurança, embora não tenham sido divulgadas informações concretas ou avanços específicos.
O encontro ocorreu em um contexto particularmente sensível. Na véspera, a Casa Branca anunciou uma nova “Estratégia de Contraterrorismo” que eleva a eliminação de cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental à prioridade máxima da política antiterrorista dos Estados Unidos. O documento, aprovado pelo Presidente Trump, autoriza ações mais agressivas, inclusive possíveis operações militares contra cartéis designados como organizações terroristas, com foco principal no combate ao fentanyl e ao narcoterrorismo, além de pressão sobre países da América Latina.
Ao mesmo tempo, a National Drug Control Strategy 2026 reforça a ofensiva implacável contra o fluxo de drogas, com medidas como interdição de insumos químicos, ataques a rotas marítimas de tráfico e pressão sobre México, Colômbia e outros países.
O Presidente Trump tem classificado repetidamente os cartéis como terroristas e defendido ação decisiva, inclusive com uso de força militar terrestre quando necessário.
O combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas foi um dos pontos centrais do encontro dos dois presidentes, embora não tenha sido divulgado o que foi efetivamente tratado na reunião fechada.
O governo americano incluiu o Brasil, em relatório recente do Departamento de Estado, entre os maiores fornecedores mundiais de insumos químicos que são desviados para a produção de drogas.
O cenário incluiu tensão adicional. A JBS, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista — que confessaram em delação premiada o pagamento de propinas e contribuições a campanhas de Lula, Dilma, PT e partidos aliados durante seus governos —, enfrenta nos Estados Unidos investigação criminal do Departamento de Justiça por suposta formação de cartel, fixação de preços e manipulação de mercado na indústria de carne.
Dessa vez lula baixou consideravelmente a bola e evitou confrontos ideológicos ou críticas públicas a Trump, sem cantar de galo, mantendo o foco em “interesses do Brasil” e relação bilateral madura.
O discurso brasileiro foi mais burocrático do que o de Trump, que foi curto e direto no Truth Social. O formato reservado do encontro reforça as conhecidas diferenças entre o mais importante líder mundial, o pigmeu político brasileiro e os interesses em jogo dos dois maiores países das Américas.
Lembro que o Presidente Trump conversou várias vezes com Maduro, que para aceitar um acordo fez exigências incabíveis.
Hoje está preso, magro, sem bigode e deprimido. Nos Estados Unidos, a Justiça tarda, mas não falha. No Brasil, a Justiça falha porque tarda, como costumo dizer há anos.

