
O Papa é claro em seu desprezo à guerra no Irã. Ele diz que Jesus rejeita aqueles com “mãos sujas de sangue”. Ainda assim, muitos católicos leais, como o jornalista americano Billy O’Reilly, acreditam que Jesus honraria aqueles que protegem os perseguidos e pergunta de quem são as mãos sujas de sangue?
Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, o Irã viveu uma onda massiva de protestos contestando o regime. A repressão das forças de segurança, especialmente nos dias 8 e 9 de janeiro de 2026, resultou em massacres documentados. Relatórios de médicos e fontes locais indicam que o número real pode chegar a 36.500 assassinatos, pois o governo iraniano “da paz” ocultou corpos, realizou enterros em massa e bloqueou a internet.
Além das mortes durante os protestos, o regime executou pelo menos três manifestantes presos em março de 2026, incluindo um adolescente de 19 anos com dezenas ainda sob risco de pena de morte. Só em 2025, o Irã registrou 1.639 execuções — o maior número em décadas. Mas essas mãos sujas de sangue não parecem incomodar o Papa Leão.
O Irã mantém, segundo estimativas de 2026, cerca de 400 a 450 kg de urânio enriquecido a 60%. Basta enriquecer a 90% para uso bélico e fazer mais de dez bombas atômicas. O regime dos aiatolás do Irã adota slogans oficiais como “Morte aos Estados Unidos” e “Morte a Israel” , mas nega intenções bélicas.
O Irã é uma República Islâmica, um sistema híbrido teocrático-republicano. O aiatolá que é o Líder Supremo, comanda as Forças Armadas, a Guarda Revolucionária, o Judiciário e define as diretrizes gerais do país. O Conselho de Guardiães (composto majoritariamente por clérigos) pode vetar leis e candidatos. A soberania popular é subordinada à interpretação xiita da Sharia.
Bergoglio e agora Leão, demonstram preferência política pela esquerda globalista. Todos lembram da boa vontade e sorrisos de Francisco com o presidente do PT e a cara fechada com o Presidente Bolsonaro.
O Papa Leão XIV recebeu, em audiência privada no dia 9 de abril de 2026, David Axelrod — um dos principais estrategistas e assessores mais próximos de Barack Obama. A reunião, confirmada pela Santa Sé, durou mais tempo que o previsto e gerou especulações públicas sobre um possível encontro futuro com o próprio Obama, que já manifestou interesse.
Críticos veem nisso uma clara sinalização de afinidade com o campo político democrata e progressista americano, especialmente porque não há registro equivalente de encontro de alto nível com representantes da administração Trump ou do Partido Republicano, apesar do vice-presidente J.D. Vance e do Secretário de Estado Marco Rubio serem católicos e terem visitado o Vaticano em 19 de maio de 2025, um dia após o pontífice ter recebido o presidente ucraniano, Volodomyr Zelensky e ter feito apelos por uma “paz justa e duradoura” na guerra da Ucrânia.
Essa seletividade reforça as acusações de viés ideológico que já marcavam o pontificado de Francisco e que Leão XIV mantém sem correção.
Quanto à corrupção, Leão XIV não tem feito críticas contundentes ou ações concretas contra os escândalos financeiros históricos do Vaticano que envolvem o Instituto para as Obras de Religião — o Banco do Vaticano, nem contra a corrupção estrutural em governos ou na própria Igreja.
O novo pontífice herdou déficits, processos judiciais pendentes e falta de transparência que vêm de décadas, sem que tenha anunciado reformas para sanar esses problemas. Sua omissão é apontada por setores conservadores como continuidade da leniência de Francisco.
Enquanto Leão exorta a Europa para acolher muçulmanos, a realidade é que não há política de recepção ou instalação de comunidades muçulmanas dentro dos muros do pequeno Estado da Cidade do Vaticano. Apesar de Leão XIV autorizar uma sala de oração para muçulmanos no Vaticano e de apelos constantes por “fraternidade” com o Islã, como na recente viagem à Argélia, o acolhimento prático é inexistente.
Críticos questionam essa assimetria: o Papa promove encontros, telefonemas com imãs e visitas a mesquitas, mas o Vaticano — sede da Igreja Católica — não abre suas portas para muçulmanos como residentes ou refugiados, ao contrário do que cobra de países ocidentais em matéria de migração.
O contraste fica ainda mais evidente com o atentado de 13 de maio de 1981 contra João Paulo II, perpetrado por Mehmet Ali Ağca, um turco muçulmano ligado a grupos extremistas. O fato histórico é usado por vozes críticas para lembrar que o diálogo nem sempre foi recíproco e que a segurança e a doutrina católica não podem ser sacrificadas em nome de uma abertura unilateral.
Essas novas questões se somam ao quadro já apontado: continuidade problemática entre Francisco e Leão XIV, suposta parcialidade política (recepção calorosa a Lula e ao assessor de Obama, frieza com Bolsonaro e Trump), alinhamento da CNBB com o PT no Brasil, um partido que defende a descriminalização do aborto, contrário à doutrina católica, e que é acusado de corrupção sistêmica, lentidão no combate à pedofilia, tolerância a episódios como a Pachamama, prioridade dada ao conflito em Gaza em detrimento dos massacres de cristãos em países islâmicos e africanos, contradições com a Lei Sharia, e o escândalo do Banco do Vaticano.
O pontificado de Leão XIV é visto por muitos católicos tradicionais como mais uma etapa de incoerências entre a doutrina, a prática pastoral e as posições geopolíticas, sem rupturas que resolvam os problemas herdados. Os fatos são públicos e as críticas recorrentes. Limito-me a a registrá-las sem atenuantes ou elogios.
Sua Santidade também não é um teólogo baseado em fatos. De acordo com o grupo “Minority Rights”, o Irã está entre os dez países do mundo que mais perseguem cristãos. Lamento informar que o Papa Leão está ensinando doutrinas falsas. Há muitos exemplos em que Deus ordena ações militares e até mesmo a morte. Este Papa quer que acreditemos que Deus é como um hippie dos anos 60: só paz e amor, mesmo quando a ação é necessária. Uma leitura rápida da Bíblia desmascara essa mentira.

