17 de junho de 2026
Adriano de Aquino

Sobre informações confiáveis

Quem busca informações confiáveis sobre a guerra Israel x Hamas tem que penetrar labirintos profundos para evitar se tornar presa fácil do sistema de comunicação montado pelo Hamas.

Se até grandes veículos da imprensa empresarial, com muita grana e um time de profissionais em campo, reconhecem “ter engolido mosca” – como recentemente reconheceu o The New York Times – por divulgar narrativas ‘plantadas’ pelo Hamas, o que dizer de um usuário de rede diante da confusa teia de informação sobre o conflito?

“A estratégia do Hamas é maximizar o sofrimento do seu próprio lado — e então fazer o mundo culpar Israel. Nossa confusão moral é seu principal trunfo”.

Com essa introdução, Coleman Hughes nos convida a penetrar na estratégia de comunicação da falange terrorista.

Impactar o olhar do Ocidente, maximizando o sofrimento do próprio povo com objetivo de criar confusão moral entre os habitantes das sociedades livres, tem sido o recurso usado pelos comunicadores e simpatizantes do Hamas.

Todavia, aos poucos, parte da imprensa ocidental tem se dado conta do quanto foram ludibriados por fontes artificiais, montadas com objetivo de manipular a informação.

— No destaque da matéria  de Gaza circularam pela mídia.

A indignação global explodiu diante das evidências emergentes de fome generalizada que as imagens supostamente retratam. Essa indignação levou grandes aliados dos EUA, incluindo França, Grã-Bretanha e Canadá, a afirmarem que reconhecerão um Estado palestino.

Em meio a esses acontecimentos, pode parecer caricatural, até obsceno, dizer que, na guerra entre Israel e o Hamas, Israel é o mocinho. Mas é a verdade. E é uma verdade incrivelmente fácil de esquecer em meio à cobertura cotidiana desta guerra terrível.

Se precisar de um lembrete, considere o que o Hamas fez no sábado, quando o grupo terrorista divulgou um vídeo do refém israelense Evyatar David. Evyatar, de 24 anos, está refém do Hamas há 667 dias. Ele está sem camisa, magro e visivelmente faminto. Ou, como disse sua família: “um esqueleto vivo, enterrado vivo”. Ele conta para a câmera que não come há dias.”

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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