10 de junho de 2026
Adriano de Aquino

A oligarquia Ortega

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O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, e a co-presidente (sic) e primeira-dama, Rosario Murillo, têm nove filhos – protótipo de dinastia familiar calcada nos modelos cubano/norte-coreano.

Sete são filhos biológicos do casal, enquanto outros são de relacionamentos anteriores, como os primeiros filhos de Rosario, que foram adotados ou integrados à dinâmica familiar por Ortega.

Os filhos da família Ortega-Murillo atuam diretamente como operadores políticos e de negócios da ditadura familiar.

Laureano Ortega Murillo é considerado o herdeiro político mais provável e atua como chanceler de fato, intermediando as principais relações diplomáticas e comerciais da Nicarágua com potências como a Rússia e a China.

Rafael “Payo” Ortega Murilo, atua nos bastidores e comanda a administração financeira da família, gerindo os negócios petrolíferos e os recursos vinculados a acordos internacionais e com a Venezuela.

Juan Carlos Ortega Murillo, gerencia empresas de comunicação e dirige o Canal 8, uma das principais emissoras de televisão controladas pela família.

Camila Ortega Murillo, além de atuar como assistente pessoal da mãe, coordena a Comissão Nacional de Economia Criativa e lidera projetos estatais voltados ao empreendedorismo e à moda.

Daniel Edmundo Ortega Murillo, coordena os meios de comunicação do Conselho de Comunicação e Cidadania, gerenciando a propaganda e o relato oficial do Estado (incluindo o Canal 4).

Maurice Ortega Murillo, atua como delegado presidencial para o esporte e também trabalha na direção do Canal 13.

Aí, surge o ‘malvadão’ Marco Rubio que, segundo Lula, “é um latino americano frustrado” que se apraz em perseguir seus conterrâneos.

O ‘malvadão’ Rubio monitora as ‘elites’, fundos, imóveis e investimentos de regimes ditatoriais espraiados nos EEUU.

Essa medida saneadora está preocupando não apenas os ditadores, mas também sua prole e aninhados.

Mídia ativista e casas bancarias latino-americanas enxergam as medidas adotadas pelo governo americano como uma restrição aos seus negócios.

Na medida em que correntistas ligados ao terrorismo – desde o dia 5 de junho estendido às gangs do narcotráfico – sejam identificados em operações bancárias suspeitas, as instituições correm grande risco de sofrer pesadas sanções.

* * *

Da TL de Mario Vallejo

“Os EUA anunciaram novas restrições de visto contra mais de 100 funcionários nicaraguenses e seus familiares, ligados ao regime de Daniel Ortega e Rosario Murillo.
A medida foi anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio após a morte sob custódia do líder indígena e opositor Brooklyn Rivera, que estava preso desde 2023.
Rubio classificou a ditadura Murillo-Ortega como “inimiga da humanidade” e acusou o regime de ter responsabilidade direta pela morte de Rivera.
Com esta nova ronda de sanções migratórias, já são mais de 2.350 funcionários nicaraguenses e familiares afectados por restrições de visto dos EUA.
A mensagem de Washington é direta: aqueles que executam repressão, perseguição política e abusos contra o povo nicaraguense não terão entrada livre nos EUA”.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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