
Dois casos graves, um deles gravíssimo, não pulsam com frequência na grande imprensa. Porém, a decisão judicial sobre a tentativa do assassinato de Trump em seu campo de golfe na Flórida, voltou às primeiras páginas.
O atirador Ryan Routh foi hoje sentenciado à prisão perpétua. A juíza federal da Flórida, Aileen Cannon, aplicou a pena máxima a Ryan Routh após sua condenação em setembro pela tentativa de assassinato em 15 de setembro de 2024. Numa cena típica de filmes de tribunais, a filha de Routh saiu furiosa da audiência proferindo palavrões.
Para dar um tom ainda mais histérico ao caso, Routh tentou se esfaquear com uma caneta. O caso gravíssimo – assassinato de Charlie Kirk em 10 de setembro de 2025, durante um evento da Turning Point USA na Utah Valley University – segue seu curso.
O processo contra Tyler Robinson, o jovem de 22 anos acusado de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk, está em fase de audiências preliminares e disputas jurídicas intensas em Utah. Em uma audiência realizada em 3 de fevereiro de 2026, a defesa de Robinson tentou desqualificar a promotoria do Condado de Utah. O argumento é um conflito de interesses, pois a filha de um dos promotores estava presente no comício onde Kirk foi morto.
O juiz Tony Graf deve emitir uma decisão sobre esse pedido em uma audiência virtual agendada para 24 de fevereiro de 2026.
Uma audiência preliminar importante, onde os promotores devem detalhar todas as evidências contra Robinson, está marcada para começar em 18 de maio de 2026.
A promotoria confirmou oficialmente que buscará a pena de morte contra Robinson. A defesa alega que essa decisão foi tomada de forma emocional devido à proximidade da família de um promotor com o crime, o que a promotoria nega. Robinson enfrenta múltiplas acusações, incluindo homicídio qualificado, disparo de arma de fogo com ferimentos graves, obstrução de justiça e crime violento na presença de crianças.
As autoridades afirmam que o DNA de Robinson foi encontrado em uma toalha preta e em uma chave de fenda localizadas perto da arma do crime (um rifle Mauser .30-06).
Mensagens de texto mostram que Robinson teria confessado o crime a um colega de quarto, afirmando que “já teve o suficiente do ódio” espalhado por Kirk. Cartuchos encontrados no local continham mensagens como “Toma fascista”.

