
Termo que cunhei em um texto postado aqui muito tempo atrás: é o espaço/tempo predominante na atualidade, onde ocorrem os embates ideológicos e mobilização social em escala global.
No referido artigo, comentei que a universalização da internet e os desdobramentos em aplicativos diversos blogs, sites, redes sociais, reels, etc, impactaram as empresas tradicionais de comunicação não apenas na esfera econômica mas sobretudo no insidioso monopólio da informação.
Os consórcios da ‘grande imprensa’ em escala internacional e regional, é uma tentativa do mainstream de se manter vigoroso, agressivo e resistente, adiando o quanto puder a perda acelerada da hegemonia informacional.
Isso explica o grande investimento da mídia empresarial em erguer ‘barricadas’ (empresas satélites checadoras de fatos, apoio institucional à censura nas redes sociais, projetos de lei que regulem a internet, monetização de influenciadores digitais a serviço do mainstream progressista, Ongs chapa branca etc.) montadas pelas empresas consorciadas ou melhor, em estreita cumplicidade com lideranças politicas que objetivam cercear a livre expressão do pensamento.
É uma luta inglória, sem duvida.
Mas, enquanto houver dinheiro fluindo por atravessadores como George Soros, jorrando dos subterrâneos do ‘deep state’ – Usaid na versão macro + subsídios estatais para sindicatos, para militância cultural, para o ativismo ambiental, de gênero, etnias e outras modalidades de servidores do mainstream – o contingente reacionário respirará por aparelhos.
Ainda farão muito barulho. Queimarão automóveis. Judicializarão tudo e todos que os contestem. Ofenderão os antagonistas com termos como ‘nazista/fascista’, ideologias derrotadas pelos verdadeiros democratas em meados do século XX, mas que os saudosos militantes da cultura analógica reeditam na crença absurda de achar que essas precações caducas tocam os corações e mentes das gerações imersas na Cultura Digital, nascidas na última década do Século XX e início do Século XXI.
O fato real e concreto é: se essa militância descerebrada, desconectada das grandes mudanças da revolução digital, forem gradualmente se tornando insignificantes nas redes sociais por suas posições reacionárias e coercivas, assim como seus patronos- políticos, empresários, editores, jornalistas, aspones das empresas de comunicação, intelectuais, artistas e toda gente que é ‘só memória’ do que foi no século passado, na próxima década eles serão apenas vagas lembranças de um tempo obscuro, autoritário, corrupto e intolerante.

