16 de fevereiro de 2026
Adriano de Aquino

As mulheres do 1/2 século

Às 24:00h do dia 31/12, não se muda apenas o calendário anual, abre-se o portal do segundo quarto do século XXI.

Quem pousou aqui no início deste século, na virada para 2/4 do século em curso terá 50 anos, quer dizer; 1/2 século.

As meninas, agora mulheres, que pousaram aqui no início do século e tomaram para si, com ousadia e determinação, o destino de suas vidas atravessam o tempo presente sem pesares, constrangimentos ou intimidações, lançando mão dos muitos instrumentos de expressão, força, esclarecimento e arte.

Um dos artifícios do ‘mainstream, bússola orientadora da imprensa mercantil, careta e estúpida é eleger a mulher do ano. Aqui, em Banania, um homem que se converteu mulher e atua no mundinho da política, foi eleito(sic) a “mulher do ano”.

Já desprezam o subtexto. De fato e na real o que esses canalhas impõem é: “meninas, desistam. Não tentem se igualar aos homens. Até como mulher, um homem tem mais destaque do que vocês”.

Dobro a aposta e escolho, por conta própria, não apenas a mulher do ano mas, a mulher de destaque do primeiro quarto do século XXI.

A figura feminina original de destaque que nasceu no início do século XXI (outubro de 2000) e transita entre as artes e estudo científico é Willow Smith. Embora seja amplamente conhecida como cantora, atriz e modelo, Willow é reconhecida como uma entusiasta das áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Ela consolidou sua carreira na música com sucessos como “Whip My Hair” e álbuns aclamados como Empathogen (2024), além de atuar no cinema e co-apresentar o programa Red Table Talk.

Willow estuda física, estendendo seu interesse pelo o campo da física quântica, nanociência e microbiologia que, segundo ela: “a ajuda entender a complexidade do mundo”.

Em suas passagens pelo MIT dialoga com acadêmicos nas matérias de lógica e ciência.

Para ilustrar esse post escolhi a performance musical da Eva Vergilova compositora e guitarrista, que apareceu pra mim nos primeiros anos do Século XXI.

Obrigado, lindas!

Bom ano novo para todo mundo.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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