Foto: Arquivo Google – Jornal Estado de Minas
No rastro das suas pegadas como presidente do STF, Toffoli, vai deixando marcas indeléveis da sua posição como magistrado supremo.
Pouco tempo atrás, em um show para uma seleta plateia de banqueiros, o ‘garantista’ garantiu: “Você nunca vai ter progresso se tiver que ter ordem como uma premissa”, postou O Antagonista.
Nesse fim de semana, poucos dias após a vitória dos Supremos ‘Garantistas’, um réu, beneficiado pela decisão suprema, comemorou em praça pública e, em resposta direta e imediata ao gesto da Corte, convocou os ‘companheiros’ para seguirem o exemplo dos manifestantes chilenos “não recuar (…)atacar”.
Num país onde tipos como Celso de Mello usam palavras como ornamento vetusto para ocultar um caráter volátil e interesses difusos, a incitação do réu liberto de “ataque” às instituições, quase ‘passou’ como mais uma verborragia vazia de conteúdo e empanturrada de valentia e pompa,ao estilo Celso de Mello.
A grande imprensa repercutiu as palavras do primeiro discurso do réu liberto, com a mesma tênue modulação com que divulgou o resumo da verborragia estafante do Celso de Mello.
Todavia, comentários dos usuários das redes sociais revelavam grande preocupação com as ‘palavras’ proferidas pelo réu e seus reflexos na realidade do país.
O ‘gap’, entre a modulação seletiva das noticias divulgadas pela grande imprensa e as postagens na internet, refletem o fosso que separa a grande imprensa da comunicação virtual interpessoal, em tempo real.
Foi pensando nisso que previ que o “fluxo” de repúdio dos cidadãos à provocação explícita do discurso do réu liberto ferveria a indignação social e não haveria como ocultar ‘discretamente’ a pressão de setores da sociedade brasileira, à provocação feita pelo réu liberto.
Hoje, o caldeirão ferveu a ponto de levar o Estadão a publicar uma nota do ‘garantista’, presidente do STF, que nada mais é que uma advertência genérica e vazia de autoridade.
Sem explicitar o alvo da sua ‘advertência’, Toffoli não garante nada.
São apenas mais palavras vazias lançadas ao vento.
Pudera, vindo de quem tempos atrás revelou para uma plateia de banqueiros: “você nunca vai ter progresso se tiver que ter ordem como uma premissa”, não há a menor hipótese – chance mínima – da sociedade confiar nas garantias de ‘ordem social’ vindas do presidente do Supremo .

Foto: Arquivo Google – Jornal Estado de Minas