31 de outubro de 2026
Adriano de Aquino

A economia cotidiana

Economia cotidiana é aquela que todo mundo pratica, entendendo ou não de economia, como o Haddad. Mesmo que a pessoa não saia de casa, a economia cotidiana penetra no seu bolso através de tarifas públicas de energia, taxas de incêndio, agua, IPTU e caterva.

Na manhã de hoje, o “economista chefe” Lula da Silva, mandou um tecnoburocrata do TCU espantar o contribuinte divulgando uma das pernas do pacote IVA (Imposto sobre Valor Agregado), missão atribuída ao poste Haddad, pelo economista chefe.
A alíquota da perna CBS está definida. Será 11,3%.

Ainda não se sabe qual e quem será ordenado a divulgar ao contribuinte a alíquota da perna IBS. Para o IBS o Comitê Gestor projeta que a alíquota de referência fique em torno de 18,7% quando o imposto estiver totalmente implementado.

CBS + IBS= 30%

Não há pais no mundo que pratique imposto para consumo tão elevado.

Acrescente a essa devassa o Split Payment, assim mesmo em inglês, porque, na língua corrente (pagamento fracionado) não é tão bacana. Trata-se de um mecanismo direto e automático de arrecadação no momento em que o consumidor ou cliente realiza pagamento de uma compra (por Pix, cartão, boleto ou TED) e o sistema financeiro ou bancário separa instantaneamente a parcela destinada aos impostos e a envia diretamente para os cofres públicos.

Resta a duvida: os cartões GPGF corporativos ofertado pelo governo aos marajás e ‘faraonas’ também estarão sujeitos as mesmas regras?

Comerciantes estão aflitos pois perderão gordura no tradicional colchão do ‘capital de giro’ onde relaxavam entre o prazo da venda e o recolhimento do imposto.

O tal Split reduzirá o caixa disponível no dia a dia, impondo ao comerciante o stress de se equilibrar na economia do cotidiano, enquanto a roleta do governo arrecadará velozmente mais tributos para esbanjar das formas como bem sabemos.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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