
Confesso que até eu tô cansada de ver o nome de Flávio Bolsonaro aqui na minha coluna, mas, gente, o rapaz rola a bola a toda hora e aí fica meio difícil não querer chutar pro gol.
Só nesta semana foram duas roladas de bola daquelas imperdíveis.
Primeiro vem a mentira inserida em seu currículo de que teria feito pós-graduação em Ciência Política na URFJ, informação essa distribuída a rodo através de documentos oficiais do Senado, da Alerj e até da conta do LinkedIn, ligada a ele.
Que vergonha, cara! Parece aquele auxiliar de pedreiro que capricha no currículo para se candidatar a uma vaga de engenheiro civil achando que ninguém vai checar a informação.
Sobre essa treta, sua assessoria disse que foi um equívoco tirado da internet. Que pegaram os dados da Wikipédia, copiaram e colaram. Sério isso? A culpa é da Wikipédia? Ela andou querendo encher a bola do Flavito, é?
Já o próprio Flávio disse que foi erro de digitação. Estranho esse erro; o meu corretor costuma transformar palavras sérias em bobagens risíveis, do tipo “recebi seu peido” no lugar de “recebi seu pedido”, mas nunca foi além disso.
A outra notícia que fez o candidato à Presidência da República chegar às paradas de sucesso da semana foi a sua filiação ao partido Missão, razão pela qual quase não conseguiu registrar sua candidatura pelo PL, seu partido de estimação.
O moço reagiu nervosamente ao episódio e saiu vociferando que isso é coisa da oposição para derrubá-lo, que não vão conseguir, e blá, blá, blá, ao mesmo tempo em que fazia carinha de vira-lata que apanhou de um pitbull.
Em nota, o Missão afirma que foi vítima de “uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro e que tentou no mesmo dia fazer o cancelamento da filiação mas o pedido foi rejeitado pelo TSE. E tem mais: o gabinete dele foi informado dessa tentativa desde o dia 2 de agosto através de e-mails que foram lidos e ignorados. Declarou também que não vai medir esforços para que haja uma investigação rigorosa e que os culpados sejam punidos.
Em seguida vem a melhor parte da nota que transcrevo aqui com todas as letras: “Ressaltamos ainda que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”.
Tóin!!! Diante disso o bebezinho da Parmalat diria pra ele: tomou?
Como o rapaz tem o hábito de mentir, fica difícil saber se foram pessoas de fora de sua rodinha que tiveram a intenção de melar sua candidatura ou se essa teria sido uma peça de teatro escrita e dirigida pelo próprio Flávio Bolsonaro para tentar melhorar seus números nas pesquisas, se fazendo de vítima.
Às vezes uma facada virtual pode até surtir esse efeito.
Quem sabe!

