
A madame Rama Duwaji, primeira dama da cidade de Nova Iorque tem um ‘toc’ de alto risco.
Ela costuma consultar listas de interesses das primeiras damas para então agendar suas atividades no sentido oposto ao das caretonas.
Ela não faz o tipo de primeira dama que se aboleta no avião ou em reuniões do maridão para dar pitacos aos conselheiros e secretários de governo.
Ela adota a linha diferentona. Rama entrou numa de viajar.
Mas não para o circuito internacional das primeiras damas caretas. Ela quer ir para o Oriente Médio. Nada de Dubai ou Catar.
Ela deseja ir exatamente para os países que as autoridades federais recomendam aos cidadãos americanos “Não Viajar”.
Até o momento Rama escolheu o Líbano e a Síria para dar o pontapé inicial na viagem promocional global do maridão.
Uma fonte familiarizada com a personagem disse estranhar ela não ter insistido em dar uma passadinha na Faixa de Gaza, Afeganistão e Irã.
Para a aventura ser ainda mais eletrizante ela solicitou que a cidade de Nova York forneça policiais municipais para sua proteção pessoal durante a turnê internacional.
O gabinete do prefeito deu a entender que a presença da polícia de Nova York acompanhando Duwaji em sua viagem ao Oriente Médio era algo já confirmado. Dora Pekec, porta-voz da prefeitura, até subiu na tribuna garantindo que: “Por recomendação enfática do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), a equipe de segurança da primeira-dama a acompanhará em suas viagens para visitar familiares na Síria e no Líbano”.
Mas, sempre tem um caretão para melar o desejo de uma autêntica: “Esta não é uma viagem de investigação e, portanto, nenhum membro do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) viajará para lá para realizá-la ” informou publicamente o gabinete de policia.
O ex-comissário Bill Bratton disse ao The Post que seria “imprudente” para o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) aceitar tal missão, observando que isso “definitivamente” colocaria os policiais em risco ao enviá-los para um país de risco nível 4 e com recomendação de “Não Viajar”.
Mamdani subiu nas tamancas.
Culpou sua equipe após a polícia de Nova York negar à primeira-dama da cidade uma escolta policial ao Oriente Médio.
De fato o departamento rejeitou prontamente a ideia em termos inequívocos: “Esta não é uma viagem de investigação e, portanto, nenhum membro do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) viajará para realizá-la(…) o empreendimento seria caro e exigiria assistência e cooperação significativas do governo federal”.
Mandami tem arrepios só de citar o nome.
A viagem de Duwaji coincide com a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, período em que os recursos do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) estarão sobrecarregados.
Some-se a isso a irritação do prefeito que se viu impedido de prender Benjamin Netanyahu durante o encontro anual de líderes mundiais.
Agora, que sua mulher não poderá desfilar com uma brigada policial novaiorquina pelos bairros de Damasco e Beirute, Mandami incentivará mais ainda os nova-iorquinos a irem às ruas protestar contra o líder israelense.

