18 de junho de 2026
Adriano de Aquino

O Surf Club

Quem gosta de bar terá a mesma sensação que tive ao conhecer o Surf Club,situado em Surfside, Miami Beach. O bar teve origem na Era de Ouro (anos 30-40), criado pelo magnata dos pneus Harvey Firestone, como parte de um clube, uma espécie de refugio secreto da elite politica, econômica e cultural da época.

Foi inaugurado à véspera do Ano Novo de 1930, em plena vigência da Lei Seca e foi porto seguro para os frequentadores e para marujos ousados que traziam de Cuba os melhores uísques e outros licores, furtivamente entregues nas cabanas privativas dos membros.

Inicialmente o clube se restringia ao público masculino mas, logo atraiu a nata da sociedade, empresários, literatos, artistas e estrelas de cinema, como Gary Cooper, Frank Sinatra, Elizabeth Taylor, Noel Coward, Tennessee Williams e o Duque e Duquesa de Windsor.

Projetado por Russell Pancoast, o clube oferecia privacidade e liberdade, combinando poder com prazeres mundanos, na era do moralismo etílico.

Personalidades, como Winston Churchill, possuíam cabanas privativas. Foi ali, depois de derrotar Hitler e os nazistas que Chuchu pintou paisagens marinhas em 1946.

A frequência dos associados consolidou sua fama de polo de ideias, trocas e prazeres por sua capacidade de unir figuras poderosas e celebridades, focado na privacidade, enquanto proporcionava um estilo de vida sofisticado.

O local passou por uma grande reforma, sob a liderança do Four Seasons, integrando um hotel, um restaurante excepcional (esqueci o nome) onde comi o melhor beacon que já provei na vida, aprovado até pelo meus amigos de refinado paladar gastronômico, além de residências privadas mas, preservando o bar original e o espírito histórico do local.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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