
Olá caríssimos,
O lamentável episódio do confronto entre policiais e bandidos ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, sitiada nesta terça-feira pelo Comando Vermelho (CV), reacende uma grande discussão, principalmente, quando ministros da Suprema Corte de Justiça brasileira fala em “Direitos humanos” para bandidos e traficantes de alta periculosidade.
É a tão chamada inversão de valores que tomou conta do país.
A pergunta incomoda, mas precisa ser feita: até onde vai a proteção aos que violam a dignidade humana de forma brutal?
Em nome de um discurso humanitário, muitas vezes desconectado da realidade das ruas e das vítimas, exigem-se direitos, garantias e até empatia para quem tratou a própria vida e a vida alheia com desprezo.
Não se trata de negar princípios civilizatórios. O Estado não pode se igualar ao crime, nem a barbárie pode ser resposta para a barbárie. Mas há uma diferença profunda entre garantir a lei e transformar criminosos em vítimas permanentes de um sistema
que, curiosamente, ignora os verdadeiros indefesos: o cidadão comum, a família destruída, a criança que cresce órfã, a sociedade que vive sitiada pelo medo.
Segundo a CNN Brasil, o ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou que o país vive um cenário de graves ações policiais que resultam em mortes e violações de direitos. Ele classificou como “lamentável” a megaoperação no Rio de Janeiro que deixou ao menos 130 mortos, ressaltando que o STF deve construir uma jurisprudência que reconheça a necessidade das operações policiais, mas imponha limites claros.
O ministro Flávio Dino fez coro, afirmando que não se pode legitimar um “vale tudo” com corpos no chão, reforçando que o Estado de Direito deve prevalecer.
É claro que o abuso policial não pode ser tolerado, quem veste a farda representa a lei, e a lei deve ser a fronteira moral. Mas também é preciso perguntar: quem está defendendo o cidadão comum encurralado pelo crime organizado, pelo tráfico, pela
violência que sequestra comunidades inteiras?
Por que a comoção e a defesa ardorosa de direitos parecem sempre mais intensas quando se trata daqueles que escolheram
o caminho da brutalidade, enquanto as vítimas seguem invisíveis?
Direitos humanos são indispensáveis, mas deveriam começar e ser priorizados por quem ainda respeita a condição humana. Quando a justiça se torna mais benevolente com quem destrói do que protetora com quem apenas deseja viver em paz, algo está
estruturalmente invertido.
Em uma sociedade que passa pano para a crueldade, o limite entre civilização e caos se dissolve. Ser humano não é apenas nascer, é agir com humanidade. E talvez seja esta a reflexão que falte quando se grita por “direitos humanos para desumanos”.

