17 de junho de 2026
Rodrigo Constantino

Aposentadoria Magnitsky e o plano petista para o STF

Barroso assinou seu pedido de aposentadoria e encerrará um ciclo de 12 anos no STF nos próximos dias. (Foto: Victor Piemonte/STF)

No Poder Judiciário, já virou piada que a “punição” para juízes pegos no flagra fazendo besteira costuma ser apenas uma aposentadoria precoce – e integral. É um “castigo” um tanto benevolente, cá entre nós. No caso de Barroso, que confessou ter derrotado o bolsonarismo, ele mesmo anunciou a saída antecipada do STF. Por que alguém tão vaidoso abre mão de tanto poder?

Uma hipótese é a Lei Magnitsky. Perder seus vistos já foi doloroso demais para quem curte palestras em Nova York ou passeios em Miami. Afetou a vida de sua família, com um filho trabalhando no BTG de Miami. Machucou, enfim. E ele viu que pode piorar bastante ao observar as sanções contra Alexandre de Moraes, sua esposa e seu instituto.

Já se especula que a Cármen Lúcia poderia ser a próxima a pedir para sair. Estaríamos diante de uma estratégia petista para infiltrar seus jovens militantes e garantir a hegemonia petista no STF por anos e anos?

Ou seja, podemos estar falando da primeira aposentadoria Magnitsky, por medo do que poderia acontecer ao Pavão Supremo. E, por isso mesmo, acho que Barroso não deveria ser poupado da sanção. O poder pedagógico seria importante aqui, para mostrar que não basta fugir agora se ajudou a cometer crimes de abusos antes. A única alternativa é desfazer os abusos!

Outro aspecto que a aposentadoria precoce de Barroso significa é o maior aparelhamento da Corte pelo PT. Ora, Barroso ainda tinha oito anos pela frente, mas agora Lula poderá indicar um companheiro jovem que ficará no STF por décadas! É uma forma de blindar a Corte para que sua atuação partidária siga firme e forte.

Reparem que a BBC Brasil trata com naturalidade a situação esdrúxula: “Indicação para a vaga de Barroso deve ter perfil político, dizem analistas”. Afinal, “Lula vê STF como contenção a bolsonarismo”. Leandro Ruschel fez a pergunta óbvia, e retórica: “Em que tipo de regime o tribunal constitucional é aparelhado por um partido político para eliminar a oposição?”

Já se especula que a Cármen Lúcia poderia ser a próxima a pedir para sair. Estaríamos diante de uma estratégia petista para infiltrar seus jovens militantes e garantir a hegemonia petista no STF por anos e anos? Com o poder acumulado sem freios pelo STF, isso poderia representar a fala de Dirceu: “Nós vamos tomar o poder, o que é diferente de vencer eleições”. Com um STF quase todo bolivariano e jovem, quem precisa de eleições?

Fonte: Gazeta do Povo

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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