Estamos em “estado de voto”, devemos aproveitar!

Foto: Google – O Mato grosso

“Estado de voto”. Esta expressão foi usada pelo marqueteiro de Michel Temer, Elcinho Mouco, e eu a uso agora, para refletir como deveríamos nos sentir neste momento. Na realidade, as pessoas não estavam nem aí para estas eleições, com pandemia e otras cositas más, quando de repente, explodem à nossa vista, as eleições municipais.

Sim, querendo ou não querendo, a partir de janeiro/2021 teremos um novo alcaide e uma nova Câmara de Vereadores. E este novo “grupo”, é quem vai nos guiar, comandar, ou lá o que seja, nos próximos 4 anos… precisamos estar de olho, fiscalizar. Fazer escolhas. E esta é uma escolha muito curiosa, porque quando falamos de governador, ninguém sabe muito bem o que ele faz.

Sabemos que ele é famoso e aparece nas solenidades do estado e do governo federal… acima dele está o governo federal, que tem os recursos, e embaixo, os prefeitos dos municípios de seu estado, aqueles que ouvem e lutam, em verdade nem sempre, pelos anseios dos munícipes, requerendo fundos para atender ao que pede a população de sua cidade.

Governador não corta árvores, não recolhe lixo, não limpa bueiros, não cuida de creche, não cuida de transporte coletivo, isto pelo lado municipal, ou seja, na visão do dia a dia.

Pelo lado Federal, o Governador, não cuida de inflação, não cuida de juros, não tem orçamento suficiente para fazer um programa social de relevância, como fez o governo federal com o auxílio emergencial. O governador fica imprensado entre as Prefeituras e o Presidente, já o Prefeito, não!

Então temos o Presidente numa ponta acima e os prefeitos na outra, abaixo, e no meio, o governador.

Esta próxima eleição mostra a importância das nossas duas eleições, uma a cada dois anos.

A do Presidente, governadores, senadores e deputados e, já aí a figura do governador fica em segundo plano, porque o mais importante é a eleição presidencial. Aquela que interessa e mexe com todo o país. Então quando votamos para Presidente, o segundo voto majoritário é para governador. Novamente em segundo plano.

Já a eleição Municipal, é que interessa diretamente à população em seu dia a dia. Para ela, esta é mais importante do que a outra… sim, é verdade, eles preferem o “Prefeito amigo” do que o “Presidente amigo”… A eleição municipal é tão importante que tem seu calendário próprio.

Vale aqui ressaltar um exagero.

Se pegarmos a composição da Câmara dos Deputados, nós temos um deputado para cada 400mil brasileiros. Se considerarmos a proporção para vereadores/população, em alguns municípios temos absurdos como por exemplo em BH, onde temos um vereador para cada 34mil habitantes… vejam a terrível constatação…

Não significa que a proporção deveria ser a mesma, mas será que BH, em nosso exemplo, precisa de 41 vereadores? Será que uma cidade com, por exemplo 900 habitantes precisa ter 9 vereadores? Absurdo dos absurdos… é uma super representação e deveríamos lutar contra isto. Temos que diminuir esta estrutura e seu custo.

Nas cidades menores – e este conceito é outra discussão – estes cargos deveriam ser voluntários. Não há sentido, nestas cidades, ter salário para vereadores. Nas grandes cidades, vá lá que eles tenham algum tipo de auxílio, mas nunca a estrutura que eles têm: gabinetes, assessores, automóveis com motoristas e etc.

Enfim, queremos sim as eleições municipais, pois são as que mais nos afetam proximamente, mas não quero saber quem apoia quem, ou qual muleta aquele candidato vai usar para se promover. Se contra ou a favor de Bolsonaro; se contra ou a favor de Lula… isso não interessa.

Devemos nos preocupar com os projetos (promessas) que os vereadores e prefeitos farão e cobrá-las, punindo-os com a não reeleição no próximo pleito em caso de não cumprimento.

Evidentemente a vida pós-pandemia será um tema de todos os discursos, além do “durante” a pandemia. Isso mexe com os brasileiros, com seu dia a dia, com seu trabalho, com a forma de viver em casa ou fora dela… atrapalha… há aqueles que não estão nem aí para a Covid, mas há aqueles que se preocupam, por um ou outro motivo.

Será que na pandemia também teremos os “contra” ou os “a favor”… nichos de esquerda e de direita?

Enfim, devemos nos preocupar muito com esta eleição municipal… eles representam, metaforicamente, uma liga de acesso à Série A, que é a Presidência e o governo Federal…

É nossa chance de, novamente, exercer nosso direito à cidadania… temos que aproveitar… não deixe de comparecer, mas não jogue seu voto no lixo. Não vote no amigo do amigo. Vote naqueles em que você se identifica ou, pelo menos acredita que possam realizar o que prometem.

Voto vendido, futuro perdido!!!

De novo: estamos em “estado de voto”!!!

Notícias Relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *