A desinformação e as vacinas não confiáveis


Todo cuidado é pouco com a “desinformação” em tempos de tragédia humana.

Circulou recentemente nas redes sociais um belíssimo vídeo da Torre Eiffel, meses fechada devido à crise do coronavírus. Mostrava pingos luminosos, rolando do alto da torre, “derramando lágrimas”, numa homenagem às vítimas da Covid-19. Era FAKE!

A cena real foi do show de 12 minutos de luzes, realizado em maio/2019, comemorativo do 130º aniversário do mais famoso monumento de Paris, quiçá do mundo.

Países que dizem ter superado o “Pior”, de repente acumulam alarmantes índices letais. Outros, recordistas no vermelho, acordam aliviados com a pandemia, sob controle.

A França é um bom exemplo. O seu Presidente, em neurose de angústia, enfrenta uma altiva impopularidade. Fracassou nas greves e no combate a Covid-19. Há graves denúncias de que o Ministério de Saúde omitiu óbitos e deu informações “falseadas” de hospitalizações. Não conseguiu evitar uma segunda onda. O aumento de mortes fez com que muitas cidades francesas impusessem um radical isolamento social e o lockdown.

E o Brasil? O sorriso na máscara da capa da semana da VEJA ostenta: “Sinais de Alivio”.

Apesar das praias lotadas, da reabertura parcial do comercio e das aglomerações nas ruas o número de mortes se estabilizou e não deixa dúvida de que estão lentamente em queda.

O Chefe de Estado francês enfrenta violentos protestos nas ruas e tenta uma sobrevida no cenário internacional, às custas da ambiciosa “internacionalização da Amazônia”.

O Presidente Bolsonaro mobilizou as Forças Armadas para defender nossa soberania amazônica, operacionalizou medidas excepcionais para manter empregos durante o estado de calamidade pública e promoveu uma ajuda emergencial à população carente.

Sua popularidade todo dia aumenta, sobretudo no Nordeste. Entregou obras importante, como o Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, que governos passados paralisaram por incompetência e corrupção.

As esperanças mundiais se voltam agora para a descoberta de vacinas confiáveis.

No dia 11 de agosto, o Presidente russo Putin anunciou no Kremlin a descoberta da 1ª vacina do mundo (Sputnik V) contra a Covid-19, sem que tivesse de fato iniciado a última 3ª fase, essencial no ensaio clínico, ou seja, deixou de lado o teste de segurança.

A comunidade científica logo reagiu com suspeitas à prematura propaganda da vacina russa. Em carta aberta, mais de 40 pesquisadores de Europa, Estados Unidos, Canadá e da própria Rússia denunciaram na revista Lancet de que “os dados nos quais a vacina russa se baseia foram deliberadamente manipulados”.

Mais do que as Fake News, a politização da vacina contaminou o Brasil.

O Governador da Bahia, Rui Guerra, petista e fã de Putin, comprou 50 milhões de doses da vacina russa.

O Governador de São Paulo, João Doria, presidenciável e antibolsonaro, entusiasta da vacina CoronaVac, produzida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech, “contestada em diversos países”, receberá 5 milhões de doses. Os testes são coordenados pelo Instituto Butantã.

Ainda bem que crescem as esperanças na vacina de Oxford, a mais adiantada em termos científicos.

A FIOCRUZ, fundação federal, retomou os testes paralisados. Os resultados da fase 2 mostram que “a eficácia da vacina é próxima de 100% com duas doses.”

Que Deus proteja o Brasil dos políticos oportunistas e o mundo com uma vacina segura.

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