“Vitimologia” carnavalesca


Para os menos informados ou os que não se lembram mais, ‘vítimas’, no jargão desta coluna, são as garrafas de vinho que foram devidamente derrubadas nos sempre deliciosos encontros de qualquer das confrarias que participo.
Mas tem tudo a ver com a atual cidade onde resido, a ‘decantada’ Cidade Maravilhosa, que em breve nem poderá ser mais chamada de cidade. A fama de malandro do Carioca escoou ralo abaixo, como se fosse possível. Com os desmandos de uma série de desgovernos de bandidos, incompetentes e omissos, ao menor sinal de chuva descobre-se, para desespero geral dos cidadãos, que nem ralos existem mais: foram roubados…
Passamos de Malandros para Otários, stricto sensu, e temos que ficar de ‘bico calado’. Escolhemos estes pilantras que nem merecem ser citados nominalmente. Melhor esquecê-los, para sempre.
Devidamente desiludido com esta cidade, resolvi brincar o carnaval de 2018 no bloco do ‘eu sozinho’, antes isto do que estar mal acompanhado, além de evitar o caos generalizado.
A primeira vítima foi o excelente Rosé da Santa Augusta, elaborado com Cabernet Sauvignon e Merlot. Cheio de personalidade e uma bela cor, foi o acompanhamento correto para uma delicada sopa de batatas e tomates. Numa segunda oportunidade harmonizou perfeitamente com um gnocci de aipim ao molho de tomates e gratin de parmesão.
Um vinho leve, muito frutado com notas marcantes de frutas vermelhas, boa acidez e com taninos discretamente presentes.
A próxima vítima foi o Sarau Moscato, um simpático e refrescante branco, vinificado com a casta que está no rótulo. Um belo vinho, com intenso aroma de frutas amarelas, o que era confirmado no palato. Uma delícia para ser consumido com acepipes diversos ou simplesmente para passar o tempo entre o batuque do bloco que passa debaixo de nossa janela, uma espiada no noticiário da TV e a série que acompanhava no streaming de vídeo.
Tão gostoso que já foi indicado duas vezes como vinho da semana.
A última vítima foi um vinho que chamei de desafiador: Santa Augusta Chardonnay.
Muito interessante, com um surpreendente equilíbrio entre aroma, paladar, acidez e teor alcoólico, digno de estar em qualquer lista de melhores.
A primeira surpresa foi no palato: intrigante, meio misterioso, cheio de presença e atitude. Impossível identificar algum sabor ou aroma predominante. Salada de frutas com melado seria uma boa descrição. Por ter sido parcialmente fermentado em barricas de carvalho, são perceptíveis as notas madeiradas ou de baunilha além de um discreto tostado.
Degustei-o acompanhando uma das receitas mais curiosas do meu repertório, um estrogonofe de palmito, arroz de jasmim e batata palha. Ficou delicioso.
Saúde e bons vinhos, como estes!
Vinho da semana: qualquer um dos três mencionados acima, sendo o Chardonnay o meu favorito. ($)
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