Um nome para a Presidência da República


Inúmeras vezes, falei de minha decepção – e aqui estou sendo gentil e usando um eufemismo – com nossos políticos e do quanto eu entendo que seja difícil ter alguém para eleger que tenha a tão decantada “biografia de bons serviços prestados”.
E eis senão quando, de repente, me dou conta de que tenho um nome a oferecer como sugestão: alguém decente de fato e que procura dar o melhor de si – e, até o momento, posso dizer que ela não deixou a desejar.
Trata-se de uma mulher que, tendo sida “a” escolhida por alguém com poder – e ela nem sequer ter sido a primeira opção de uma lista tríplice –esperava-se dela, muita… gratidão.
Postulo a candidatura de Raquel Dodge, acabando de lançar seu nome para ser nossa Presidente e jamais, uma Presidenta! Senão, vejamos:
Em 28 de junho, Temer escolheu-a para o lugar de Rodrigo Janot, seu desafeto escancarado, o que nos levaria a crer que, tendo escolhido o segundo nome da lista, teria um refresco na Procuradoria Geral, o que certamente seria um bálsamo e um sossego tanto para ele quanto para seus amigos enxovalhados. Aliás, foi o que se comentou, que Raquel Dodge não estava “alinhada com Janot”.
Em artigo publicado em julho, em um importante órgão de imprensa, ela é chamada de “a dona do futuro da Lava Jato”- e quero crer que todos temíamos que ela pudesse ser “especialmente grata” a Temer. Ao tomar posse, em 18 de setembro do ano passado, seu discurso e sua postura demonstraram claramente sua discrição.
E, em outubro de 2017 em sua primeira ação de peso, ela pede a prisão de José Yunes, amigo pessoal de Temer desde os tempos de faculdade, bem como determina que a PF dê prosseguimento às investigações ligadas aos 51 milhões de um dos ex-ministros da quadrilha de Temer que, certamente, esperava que o amiguinho fosse poupado e até, eventualmente, solto!
A seu pedido, a PF investiga e encontra digitais do assessor do irmão de Geddel, emitindo mandado de busca e apreensão no gabinete de Lúcio Vieira Lima. Nessa altura, creio que Temer já estava se perguntando se não teria escolhido equivocadamente…
Em dezembro, corta até dois terços do valor pago, a título de “ajuda de custo”, aos senhores procuradores que tivessem sido afastados do cargo. O valor recebido por suas excelências variava de acordo com o tamanho de sua família: um filho, mais um salário modesto, cerca de R$ 30 mil reais, três filhos, três salários e assim por diante – salários estes considerados como ajuda para o reprodutor, digo, para suas excelências!
Em fevereiro deste ano, durante sessão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) ela propõe uma ferramenta que permitirá ao cidadão consultar em página na internet a remuneração e os auxílios concedidos a todos os membros do Ministério Público…
Bom, quero crer que já justifiquei bastante o porquê de eu ter escolhido Raquel Dodge como minha candidata à Presidência do Brasil, apesar de sua inexperiência política.
E muito me admira ser eu a primeira a pensar nessa possibilidade!

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *