8 de maio de 2026
Sylvia Belinky

Lou Andreas Salomé

Eis aí uma mulher liberada, que nasceu e viveu em tempos sem leis protetivas, sem migalhinhas caridosas, sem mentirinhas sinceras, sem a necessidade de ser tratada como o ser frágil que a mulher jamais foi. Um espírito livre que viveu como quis.

Nascida na Rússia em 1861, aos 16 anos, independente como ela só, mudou-se para a Alemanha, onde viveu boa parte da vida e encantou homens como Nietzsche, o poeta Rilke e Sigmund Freud pela mente afiada, carisma pessoal e a certeza de que seguiria sem muitas amarras a quem quer que seja o seu caminho individual.

Morreu em 1937, na Alemanha nazista, aos 75 anos, depois de uma vida de conquistas pessoais e profissionais como escritora e psicanalista respeitada na época em que viveu.

As mulheres nunca foram seres frágeis, muito pelo contrário, participaram da construção do mundo a partir do próprio útero, gerando os habitantes do planeta, e trabalhando arduamente, física e mentalmente, desde o início de tudo, sendo figuras importantes e determinantes como qualquer homem, de maneira diversa, é certo, atendendo à própria natureza da sua constituição biológica e emocional, forjando lideranças em todas as áreas da vida, atuando como peças decisivas em momentos importantes da História.

Homens e mulheres podem ser o que quiserem., a partir das suas individualidades, crenças, méritos. Não é preciso que todos saiam correndo para o mundo, feito obrigação compulsória, acreditando que a possibilidade do ganho econômico seja solução mágica para a complexidade da natureza humana. Não é.

A exaustão de muitos é comprovação fática de que há muita ilusão na percepção de que ganho monetário é tradução automática de liberação das grandes questões que envolvem os relacionamentos humanos.

Os consultórios psiquiátricos lotados de crianças confusas e pais exaustos e as farmácias existentes em cada esquina dizem que muitos podem ter trocado seis por meia dúzia.

Não se deixem enganar e atendam, como princípio de tudo, à sua natureza, escolhendo sempre o caminho do equilíbrio e sensatez.

Não é necessário posar de super mulher durante o dia e dormir à base de ansiolíticos à noite.

Antes de tudo, atenda a você, às suas necessidades e desejos individuais e não aos chamados equivocados do mundo, que no mais das vezes, só conseguem mesmo é enlouquecer quem não resiste aos seus cantos de sereia.

Nem tudo é para todo mundo.

Aceite isso e seja feliz.

Silvia Gabas

Com formação em Direito e Serviço Social, leitora compulsiva, com olhar atento para as grandes questões do mundo, dando sua contribuição através de textos publicados nas suas redes e sociais e na revista Stampa, entre outros veículos de comunicação.

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Com formação em Direito e Serviço Social, leitora compulsiva, com olhar atento para as grandes questões do mundo, dando sua contribuição através de textos publicados nas suas redes e sociais e na revista Stampa, entre outros veículos de comunicação.

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