
Hoje ficamos sabendo que, finalmente, o tão aguardado encontro entre o presidente americano Trump e o presidente brasileiro acontecerá na próxima quinta-feira em Washington D.C.
Um certo frisson tomou conta do cenário político, e a pergunta que pairou no ar é mais do que óbvia: o que o poderoso americano tem a dizer à Lula?
Com tantos problemas sérios a resolver, Trump não tem muito tempo a perder com abraços e apertos de mão dispensáveis.
Todos têm suas apostas e tenho também a minha:
Trump tem seus interesses na América Latina e deseja, mais do que nunca, emplacar as facções criminosas ligadas ao narcotráfico, PCC e CV, como grupos terroristas.
Lula é contra.
Irá responder ao pedido do americano com uma negativa, sob a justificativa da famosa questão da soberania.
– Aqui quem manda sou eu, sorry, querido, dirá a nossa raposa brasileira. Ninguém põe as mãos nos nossos traficantes de estimação, please.
Peitando o americano, com aquela pose arrogante de grande estadista, por nós tão conhecida, Lula pretende angariar os votos que parecem sumir a cada dia nessa sua campanha presidencial melancólica.
E há as terras raras, como se sabe.
Discorram.
Enfim, estamos a poucos dias do tão aguardado encontro.
Se Trump o encurralar, como reagirá?
Nas últimas semanas, Lula se esmerou em afrontá-lo, rodando o mundo falando cobras e lagartos a respeito do americano, bufando e soltando fogo pelas ventas, destemido como ele só.
Como se comportará diante dele, ao vivo e a cores, a dois metros de distância?
Manterá a postura do Lampião nordestino a quem diz tanto admirar, ou miará feito um gatinho dengoso, esquecido da sua estratégia eleitoreira de conseguir votos a qualquer custo, e saindo de fininho, pela tangente, transformado em melhor amigo do laranjão?
Será, no mínimo, divertido.

