O Chanceler poliglota e a Ministra da Mulher


Como sempre acontece no início de uma legislatura, nós nos deparamos com todos os detalhes, importantes ou não, de cada membro do novo governo.
Neste, tudo é motivo de comentários: da roupa da primeira dama, à fala “erudita” do novo(??) chanceler brasileiro que, à falta de mais o que dizer, falou em tupi-guarani e em grego! Trata-se de uma mosca branca, um digno representante do nosso povo que, dentre suas muitas qualidades, está a de ser analfabeto em vários idiomas, inclusive o nosso!
Como tradutora profissional, falo vários idiomas, mas – que tristeza – em momento algum me passou pela cabeça que, entre eles, eu deveria ter acrescentado o grego e o tupi-guarani! Em especial o tupi-guarani que, a julgar pelos planos de governo para as nações indígenas, não terá grande serventia – supondo que algum dia teve…
Admirador declarado de Donald Trump, nosso novo chanceler de ideias velhas prometeu que voltaremos à antiga subserviência aos Estados Unidos que, com razão, sempre foram superiores a todos e jamais iguais a ninguém. Nosso chanceler nos coloca como candidatos a uma vaga na seleta lista de admiradores bem aceitos por Trump.
Como nós, os americanos também só falam o próprio idioma – com a vantagem de serem compreendidos no mundo inteiro, o que certamente não é nosso caso – ainda que falássemos grego e tupi-guarani. Estranhamente, as escolas no mundo todo não reconhecem estes dois idiomas como essenciais para a sobrevivência mundial. Mais uma tarefa vital para o nosso chanceler!
Tão douta criatura não deixa de ser um bálsamo para nossas aspirações e, então, me lembro da nossa Ministra da Mulher que restabeleceu a ordem das cores para os recém-nascidos. Que fique bem claro aos desavisados que não devem usar amarelo, branco, ou qualquer outra cor.
Por ser um problema que muito nos angustiava, podemos perceber que, também essa sumidade vem preencher um vácuo do qual quem não tinha dúvidas com relação às cores, não imaginava a profunda angustia causada pela dúvida!
Ficamos agradecidos a essas duas criaturas por terem retrocedido aos anos 50. Assim, teremos um tempo um pouco mais longo para assimilar o que, claramente, não nos foi possível anteriormente: bem-vindos, Ernesto Araújo e Damares Alves!
E, se me permitirem uma sugestão, talvez fosse o caso de criar uma nova bandeira brasileira, que encampasse, além do azul claro, o cor-de-rosa, sem prejuízo do verde, amarelo e branco… e das estrelinhas.

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