Avenida Paulista aos domingos


A Avenida Paulista, fechada aos domingos para os carros, foi a escolha de uma amiga que, morando fora de São Paulo, queria conhecer  a Casa do Japão: simplesmente magnífica, perfeita, interessantíssima, ainda que abrigasse, no final de semana passado, algumas exposições que faziam uso de raios de luz, espelhos e movimento, que acabaram por nos dar vertigens e nos deixar completamente ofuscadas por mais de uma hora!
Tempo meio nublado, bem quente, 28 graus centígrados de máxima, porém suportável. Como só acontece aos domingos e feriados, quando todos podem sair de suas tocas, tivemos bastante sorte: foi possível escapar de uma insolação nos primeiros 15 minutos de andança,  fato que tem acontecido por aqui desde a metade de novembro: temperaturas diárias acima de 30 graus o que, para nós paulistas, se aproxima de uma temperatura sahariana.
Dada a multidão ali presente, havia um sem número de filas: para ver o quê? Qualquer coisa! Tive a impressão de que, se tivesse uma fila, as pessoas se postariam nela sem perguntar nada, só pelo prazer de tirar selfies  dos longos textos de explicação da próxima atração. Confesso que estranhei a prática, mas pode ser porque não sou/estou suficientemente “antenada”…
Mais uma constante nesse domingo: os casais gays, tanto de homens como de mulheres, todos se bolinando e tentando tirar o atraso do “liberô geral”. Nada contra, apenas uma constatação do constrangimento imposto a todos os circunstantes que, como eu, abominam excessos em público, tanto de héteros como de homossexuais!
Na rua, bicicletas fora da ciclovia; patinetes também; skates que tiram “finas” de você e de quem mais ousar se mexer para o lado errado; pessoas com cães grandes, médios, pequenos, prestes a serem atropelados pela humanidade em êxtase, no mais das vezes, com as telas de seus celulares, enviando selfies de “vejam onde estou”.
Como nas cidades cosmopolitas, tipos estranhos montam toda uma parafernália de som e amplificadores nos píncaros, ao alcance dos meus ouvidos,  dos seus e dos demais: de funk a sertanejo, de jazz a Sara Brightam: um horror!
Resisti bravamente a cheiros,  indumentárias, pessoas sem noção nem compostura, gente fazendo tipo, agindo como se estivesse num palco, ou na sala da própria casa…
Por mais de 5 horas, comportei-me com toda cortesia e gentileza. De repente, me dou conta que já “fiz sala” em relação à minha cidade, que estou cansada, suada, com as pernas doendo…
Definitivamente: chegou, deu! Enquanto minha memória me ajudar,  não haverá outro mico destes!

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