
Acabei de ouvir na CBN que o Arnaldo Jabor morreu.
Ouvi e meu coração acelerou, fiquei chocada, passada em pensar que se apaga uma luz de inteligência, argúcia, um sujeito que todos que escrevem gostariam de escrever como ele, com tanto humor, perspicácia, capacidade de dizer o que precisa ser dito sem meias palavras e sem excessos!
Está doendo!
Não é meu parente, infelizmente não é meu amigo, mas uma figura ímpar, extraordinária, engraçada, capaz de nos fazer rir de nós mesmos e de nossas mazelas…
Que perda!
Pessoas como ele tinham que ser imortais – e, de certa forma, o são…
Não vai morrer nunca!
O que morre é a espera de textos novos, a expectativa de saber o qual seria sua reação diante de mais esse absurdo, de mais essa tristeza…
Sim, porque atualmente, ficou muito difícil falar de coisas boas porque, entre outras coisas, não rendem nem notícias nem boas risadas!
Que golpe!
Como estou sentindo essa morte, como eu gostaria de prestar minhas últimas homenagens a um homem que, onde quer que estivesse, quando abria a boca eu pedia silêncio para poder ouvir o que ele tinha a dizer…
Que triste!
Meu marido costuma dizer brincando, afinal nós mesmos estamos velhos: “Ah! Fulano? Mas ele já estava com 100 anos!”
E é fato: as grandes cabeças, os grandes artistas, estão quase todos velhos, mas nem por isso fico consolada.
Que perda irreparável!
Como eu gostava de você, Arnaldo Jabor, nem eu mesma sabia o quanto!
O mundo ficou mais pobre, muito mais pobre sem você: RIP.

