"Ei, tá boa?"


O indefectível “EI” dos capixabas foi engolido pelo “UAI” dos mineiros. Minas baixou em peso em Guarapari
Essa é a saudação de 11 entre 10 capixabas. Na rua, ao telefone, qualquer lugar. Ei, olha só, e outras expressões combinam com aquele jeito mais molinho de falar.
Ainda conheço muito pouco desse Estado, mas Vila Velha me encanta. Olha essa praia: não tem lixo jogado, tem lixeirinhas espalhadas por toda orla, e ainda assim uma capixaba te dá o prazer de vê-la parar uma caminhada pra tirar uma tampinha de garrafa do meio da ciclovia. Vai andando com ela na mão até achar a lixeira, e lá dá o destino devido. Consegue imaginar isso em São Paulo, no Rio de Janeiro?
Detalhe: as lixeiras não estão depenadas, vandalizadas ou estragadas. A orla é linda: a restinga convive super bem com os jogadores de vôlei, os equipamentos de ginástica e parquinhos pra criançada.
Claro que nessa época as tribos são muito diversificadas. Chegam os bichos-grilo que não aceitam o fim de Woodstock, com suas correntinhas, pulseirinhas e fuminhos indefectíveis. Os vendedores de água de côco inflacionam o preço do produto, o picolé Jellson ganha concorrentes e certos pontos da areia chegam a ficar bem parecidos com Copacabana, mas são poucos. No geral, qualquer um pode se acomodar sem atropelo ou multidão por perto.
Esse ano a prefeitura não vai bancar o show pirotécnico. Diante de tal heresia, empresários juntaram moedas e vão proporcionar uns 10 minutos de luzes e cores pra moçada, perto das pedras na Praia da Costa. Alguns condomínios de luxo também abraçaram a ideia e…. não vai ter golpe, vai ter fogos!!
Eu sou da banda que adora um calor, muito sol e uma boa praia. Bora lá começar a se preparar pra virada!

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