Nossa senhora da pirambeira!'

O presidente Jair Bolsonaro surpreendeu hoje (29) ao deixar o Palácio do Planalto por volta das 9h3 e ir a pé em direção ao Congresso Nacional –  Foto: Arquivo Google – Maranhão Hoje

Nossa senhora da pirambeira!
Salve porque o povo aqui não sabe mais a quem recorrer. Porque cargas d’água o presidente resolveu dar uma voltinha à pé, do planalto ao Congresso, para homenagear um ator? Aí chega o outro presidente, o do Congresso, e pega o principal no seu posto de comando fazendo festa, sem aviso prévio. O que está acontecendo no barraco?
O improviso quebrou o protocolo, a estratégia de segurança e acendeu o alerta para o fato de que o improvável pode acontecer. Só um franco-atirador oportunista no meio do caminho, em dia de sorte, e a República estaria amargando um desfecho inacreditável a essas horas.
Para quê serve o cerimonial do Palácio do Planalto? Não seria mais apropriado o presidente receber o artista para um café reservado a sair esfogueado com toda a renca de guarda-costas para um passeio matinal? Ah! não vai acontecer nada porque não é esperado. Ok. Antes também não era e foram meses amargos de sofrimento.
Parece que Jair Bolsonaro às vezes se cansa de ser presidente e brinca de ser ele mesmo.
Não se trata de sisudez, mas de cuidados que o cargo impõe porque ele assumiu um compromisso para com a nação. Não cabe improvisos do gênero.
Coincidentemente hoje mesmo Adélio Bispo, o pau-mandado que tentou matá-lo em setembro passado durante a campanha, foi considerado inimputável.
O doidinho se arma de facão e, sem planejamento algum, vai lá no meio da turba mineira para esfaquear um candidato a presidente.
Ninguém acredita nesse conto da carochinha, nem mesmo quem arquitetou a trama, por mais que repita cem vezes.
Enquanto homem comum ele é livre para fazer o que lhe dá na telha, mas como representante do país não.
E não se trata de desprestigiar o ator, mas de resguardar-se como chefe do Estado Maior.
Nesse posto não cabe esse tipo de conduta, segue-se o protocolo.
Errou presidente! Sossegue o facho, como diria nossa avó.

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