Justiça histórica? Como assim???


Como pode alguém comemorar o desaparecimento das relíquias do Museu Nacional por racismo? Um discurso de ódio contra família imperial e sua “cultura europeizada”, que promoveu a escravidão no Brasil. Quem, em sã consciência, aprova esse capítulo de nossa história? O racismo é abjeto em todas suas formas e conteúdos.
As diferenças étnicas não deveriam balizar nenhum tipo de discussão hoje, em especial nas mídias sociais que abrigam diversidades.
Um cidadão aqui no Facebook está sendo enxovalhado com respostas agressivas e xingamentos após publicar vários textos de ódio racial, aludindo que o incêndio que transformou o Museu Nacional em escombros foi uma vingança histórica. Segue o texto:
“Justiça histórica sendo feita pelas mãos do acaso. Acaba de ser consumida em chamas a antiga Casa Grande da família que por anos dominou, massacrou, e explorou o povo brasileiro, além de ser notoriamente conivente com a escravização dos negros africanos.EDIT, aos que não me compreendem: Tudo o que apague do cenário brasileiro a lembrança daquele período nefasto (assim como de outros) é um alívio para mim e certamente para todos cujo sofrimento atual é uma herança daquela época.”
A quem serve isso? O que aconteceu nos tempos da corte portuguesa no Brasil não pode ser apagado e nem esquecido. É história, é dor na alma, vergonha.
Justificar a desgraça como um regozijo pessoal de “justiça feita pelo acaso” frente ao branco colonizador é um tipo de patologia social. Esse sujeito necessita de tratamento.
Todas as memórias da corte imperial no Brasil não são espólio de Portugal, pertencem ao país com todas as suas benfeitorias e mazelas.
O brasileiro é um povo mestiço de várias etnias, não há raça que o represente.
Já passa a hora de acabar com isso. A segmentação de indivíduos não favorece ninguém. E nenhum incêndio vai apagar a memória da escravidão.
Isso mais se parece com o que fez o estado islâmico ao bombardear monumentos históricos no Iraque e na Síria.
O que de fato precisamos, todos nós, é que se investigue e sejam apontados os responsáveis por este episódio criminoso.
Isso não passa pelo espírito de escravos rebelados no além, mas pela gestão da coisa pública.
A Ufrj tem grande parcela de culpa nisso, o estado do Rio idem e o governo federal cada um na sua proporção.
Alguém fez isso e terá que pagar na justiça. Deixem nossos antepassados em paz.

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