Jogo de cena na corte

Nesta semana o país foi tomado novamente  por mais um espetáculo encenado por ministros do STF. No centro do palco, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso foram outra vez protagonistas de um bate-boca bilioso, com direito a estocadas e troca de ofensas. Tudo isso ao vivo e a cores.

Se não fossem homens letrados e versados em oratória poderiam muito bem se passar por meros barraqueiros anônimos, de qualquer briga de rua. São colegas do Direito que não se tragam, divergem continuamente e não escondem os sentimentos repulsivos de um pelo outro.

Em bate-boca anterior, Barroso declarou  publicamente que Mendes lhe “desperta os piores sentimentos”,  como se fosse um desabafo de discussão amorosa. Desta vez, ele foi ainda pior e mais direto, afirmando que o colega tem a mente perversa “com pitadas de psicopatia”.

Pode até ser, mas o fato não resulta em nada proveitoso para o país. Uma baixaria institucional na morada da constituição brasileira não é perdoável. Pouca lama para muitos porcos, com perdão aos suínos.

O que se viu foi uma verdadeira chicana, armada para fazer fumaça no desmonte vingativo pela corte da operação Lava-jato, que revelou o maior escândalo de corrupção do país. Quiçá do mundo.

O verdadeiro propósito disso tudo é o de desqualificar o ex-juiz Sergio Moro, que pôs na cadeia o ex-presidente Lula, ministros, parlamentares, empresários e nomes dos vários escalões da República. Todos envolvidos na trama macabra de sitiar o país e asfixiar o povo, garantindo que o crime organizado se instale permanentemente e continue no poder, sem oposição.

O que é ainda mais grave é que membros infiltrados na suprema corte, advogados de bandidos, a tornaram um tribunal político para limpar a barra pesada e fedegosa de Lula e torná-lo elegível em 2022.

Com isso, todas as instâncias onde tramitaram os processos, as ações do procuradores do estado e da Polícia Federal tornam-se nulas. Tudo volta à estaca zero. Moro é o lobo malvadão e Lula o cordeirinho.

O que se gastou para movimentar as fases da operação foi para o ralo. Montante pago pelos brasileiros duplamente.

Então “deus” volta ao Olimpo  para derrotar o “mito” e provar ao mundo que Sheakspeare é mero coadjuvante no elenco  da dramaturgia mundial.

O fato é que a coisa toda estava tão espremida nos bastidores, com tantos atores se estapeando, porque “deixaram” Moro crescer e Lula perder. Então entrou em cena o plano B: fazer o relator, Edson Facchin, criar coragem e voltar atrás e anular todas as ações  da Lava-jato na emblemática justiça de Curitiba, o berço da operação. Tudo feito com base em  mensagens hackeadas entre o juiz e os procuradores do Ministério Público.

A questão central é que se pode torcer os fatos para “inocentar” o réu em questão,  mas quem se borrou  não tem desinfetante que resolva. Vai feder para sempre nas páginas da história, como parte do maior fiasco nacional de todos os tempos.

Agora, o Ministério Público, como parte, é instado a recorrer da decisão,  o que levará tempo e, cá pra nós, por lá ninguém tem pressa.

Resta dizer que nessa cruzada contra Lula e seus mal feitos, o povo é o único juiz. Sem toga e oratória,  lá na urna esse episódio vai se resolver. Estão mexendo com o brio do povo faminto e escorraçado e, na história, isso nunca deu certo.

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