Outubro Rosa na premiação do Nobel de 2020

“Dizer eu não sinto medo –
Não seria honesto.
Sinto medo da doença, da humilhação.
Como todo mundo, tenho os meus sonhos.
Mas aprendi a escondê-los.”

São versos extraídos da coletânea da talentosa poetisa nova-iorquina Louise Glück, vencedora surpresa do prêmio Nobel de Literatura de 2020. A Academia sueca a consagrou “por sua inconfundível voz poética que, com sua beleza austera, torna a existência individual universal”.

Glück já tinha recebido dois prestigiosos prêmios: o Pulitzer e National Book Award.

A Academia, fundada há 232 anos, já premiou 117 escritores, sendo que somente 16 mulheres. Este ano, ela concedeu o Nobel a 4 mulheres. O outubro rosa homenageou as mulheres pela qualidade e mérito das relevantes pesquisas e obras realizadas.

Em 2018, a Academia suspendeu a premiação, após o jornalismo sensacionalista  denunciar que um dos membros do júri, além de estar envolvido em crimes de estupro, vinha vazando informações confidenciais sobre o julgamento e os nomes dos futuros premiados. Foi um terremoto! Membros da comissão julgadora se demitiram em protesto. Somente após as punições e a nomeação de novos conselheiros adveio a pacificação na Academia: reconquistou a respeitabilidade mundial e voltou a premiar.

Compartilho da premiada poetisa no seu “medo da doença” na era do coronavírus e nos seus sonhos escondidos de esperança nas bem-vindas vacinas, cuja eficácia há de devolver a alegria de viver e o alvorecer de novos avanços civilizatórios.

Parabenizo a Academia por ter conseguido evitar que sua notável reputação de “instituição científica de utilidade pública” fosse maculada por irresponsáveis veículos de comunicação que “exploram, distorcem e exageram” os fatos para atrair os leitores.

No Brasil em pandemia, vive-se no cotidiano com todos os tipos de agressões midiáticas, em especial da TV GLOBO, concessionária de um serviço de difusão, que se notabiliza em escandalizar informações privilegiadas, obtidas por vazamento ilícitos, até sob o sigilo de justiça. Não sem razão, amarga os mais baixos índices de audiência de sua história.

No dia 29 de outubro fará um ano que o Presidente Bolsonaro denunciou que o Jornal Nacional forjou uma gravíssima vinculação do seu nome com o assassinato da Vereadora Marielle. Violou um processo em segredo de justiça para escandalosamente noticiar que tinha recebido em sua casa na Barra a visita do maior suspeito do hediondo crime. O Presidente comprovou estar trabalhando naquele dia e hora, em Brasília.

Não houve nenhuma retratação pública da emissora pela “denunciação caluniosa” contra a honra de um Presidente da República, eleito pelas urnas.

Nem qualquer pacificação em favor da robustez da democracia.

Ao contrário, a pauta político-ideológica do autoproclamado “jornalismo independente” se aprimorou em divulgar notícias distorcidas para suscitar a discórdia federativa e a descrença na atuação do governo.

A Academia sueca do Nobel, em 2020, pacificada, nos deu uma lição de esperança e de sabedoria, premiando o Nobel da paz para o Programa Mundial de Alimentos da ONU.

Mostrou o quanto é importante a premiação pelo mérito dos que nos fazem sonhar por valores em busca da união de todos em prol de um futuro melhor para a humanidade.

Deixou que a brisa da bela poesia carregasse para longe a mídia do ódio e da calúnia.

Que Deus proteja o Brasil e o seu Presidente.

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