2 de julho de 2022
Colunistas Ilmar Penna Marinho

O sentimento da vergonha

O Professor Ulisses F. Araújo da USP na sua obra “O sentimento de vergonha” divulga os resultados de sua pesquisa, em que confirma ser fundamental “regulador moral”.

Comprova que a pessoa humana na sua busca de interação com o mundo se engrandece com a presença desse importante sentimento.

Sem ele os valores morais são desprezados.

Sem dúvida, as regras morais são vitais para a humanidade caminhar e superar esses tempos difíceis, em que se defronta com a ameaça de uma tragédia nuclear e o interminável prolongamento dos 3 anos do surto pandêmico.

Que nossa terra abençoada por Deus seja protegida contra os desprovidos do sentimento da vergonha e da moralidade pública.

Dia 2 de outubro, “o seu voto faz o país” e o futuro de esperança do Brasil.

Até lá, não podemos mais sufocar o sentimento de vergonha nacional diante da impunidade de criminosos de alta periculosidade, e nem silenciar diante da candidatura presidencial de um ex-presidiário, inconstitucionalmente imposta pela maioria dos togados do Supremo.

É hora de se exigir “eleições limpas e confiáveis” e uma Justiça igualitária para todos, que vergonhosamente tem falhado de forma imoral.

Até outubro, torna-se prioritário processar, no rigor da lei, os ex-governantes que no poder pilharam a Nação de forma desumana e vergonhosa.

Os brasileiros que sobreviveram aos 3 anos de pandemia tomaram conhecimento do recente pedido indenizatório da ex-presidentA Dilma Rousseff, destituída do exercício do seu mandato por crime de responsabilidade e má gestão.

Ela exigiu uma nova indenização de R$ 10,7 mil mensais por ter sido “presa como terrorista na luta armada contra o regime militar”.

A bem da moralidade pública, o estapafúrdio pleito foi unanimemente negado pela a Comissão de Anistia do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos “pela impossibilidade de acumulação de reparações”.

A pretendida indenização é um tapa na cara dos sobreviventes da pandemia que lutam para manter suas contas em dia e para amparar a sua família.

É uma vergonha institucional conceder qualquer indenização à ex-PresidentA, que já recebe uma régia aposentadoria remunerada pelos desastrosos 6 anos do seu governo petista, além das mordomias de motoristas, assessores e de viagens pagas.

Dilma Rousseff vem se beneficiado da morosa tramitação dos processos que a incriminam administrativa e penalmente como ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, cujos 7 anos foram tisnados pela maior corrupção da História do Brasil e dos 60 anos da estatal, que em 2006 vitoriosamente tornou o país a autossuficiente em petróleo.

Até hoje a cúpula do Planalto que autorizou e se locupletou da milionária compra fraudulenta da refinaria de Pasadena no Texas, continua impune…

A falastrona de sempre, pródiga em hilariantes sugestões, como o exemplo de “encanar o vento como fonte de energia”, e sem a vergonha na cara das imoralidades cometidas ao longo mandato no Conselho da Petrobras, agora se dedica a viajar, a se hospedar-se em luxuosos hotéis, a posar sorridente na Praça da Paz em Moscou, a zombar dos contribuintes-pagadores de suas contas e do povo que o deixou com mais fome pelo seu legado de incompetência.

É hora de a Nação brasileira acordar da vergonha e com a Proteção de Deus clamar pela verdadeira Justiça com a sua ação moralizadora, mandado para a prisão os ladrões do povo.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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