Um test-drive com a Chevrolet Omega Suprema, em 1993

Aí estou eu, novamente, em plena década de 1990, ao lado de um modelo recém-lançado em uma matéria produzida para a antiga revista Ele Ela. O carro é a Omega Suprema CD 3.0 modelo 1993, versão SW (ou perua) do maior sedã da Opel alemã na época, produzido aqui no Brasil com o emblema da Chevrolet.

Como já contei nos outros posts desta série-memória, por conta da pandemia (e de ficar em casa mais tempo) reencontrei algumas fotografias em slides no fundo de uma gaveta, da época em que comecei a fazer matérias com automóveis, realizando um sonho que tinha desde criança.

Geralmente, em todos os test-drives, além das fotos dos carros propriamente ditas, os fotógrafos faziam também um retrato do jovem repórter ao lado do veículo, que eventualmente era aproveitada na página do sumário da revista. Como camaradagem, ganhei alguns desses fotogramas de presente. Essa foto aí, por exemplo, se não me falha a memória, foi feita pelo Pedro Borgerth, que me acompanhou em algumas dessas produções.

A pose foi feita no acesso ao Mirante Dona Marta, no Rio, de onde se tem uma das mais belas vistas da cidade. E, como vocês podem perceber pelo estado desta e das outras imagens desses posts, elas não foram digitalizadas de modo apropriado (algum dia ainda faço isso), mas acho que dá para sentir bem o clima da coisa.

O test-drive

Passei uma semana com a Suprema CD, que era quase idêntica ao modelo vendido na Alemanha, na época. Ela era, inclusive, equipada com um motor de seis cilindros em linha de 3.0 e 165cv que, se não me engano, era importado da matriz da Opel e que, mais tarde, seria substituído pelo 4.1 nacional (o mesmo que equipou o Opala e os utilitários da marca). E tinha tração traseira, como os modelos de emblemas mais sofisticados – como Mercedes, Jaguar e BMW, por exemplo.

Me lembro da suavidade como ela andava e, também, de me surpreender com sua ótima estabilidade nas curvas – cheguei a subir a serra de Teresópolis para avaliá-la. E ainda de ter ficado encantado com a qualidade de seu acabamento interno, com a qualidade dos materiais e da montagem.

Começando então a minha carreira na editoria de automóveis, ainda não tinha tantos parâmetros de comparação, claro. Meu carro de uso, na época, era um Fuscão 1971 e eu tinha ainda uma Honda XLX 250, ambos bem espartanos, barulhentos e não muito confortáveis. Perto deles, esse Chevrolet era um verdadeiro palácio sobre rodas. Se bem que, àquela altura, eu já havia guiado alguns importados, entre eles o BMW 325, o Honda Accord, o Toyota Camry, o Subaru Legacy e até um exagerado Pontiac, modelos que haviam chegado nas primeiras levas trazidas com a reabertura de nosso mercado.

Extremamente bem equipado, o carro estava no mesmo nível da maioria dos estrangeiros de luxo de sua faixa que eram vendidos por aqui naqueles tempos de abertura às importações e tinha como principal concorrente o Honda Accord SW. E, com a inflação estratosférica de então, seu preço também era estimado em dólares: 55 mil deles nesta versão topo de linha.

De lá pra cá, as caminhonetes – ou peruas – praticamente sumiram de nosso mercado, primeiro suplantadas pelas minivans e, mais tarde, pelos bem menos sutis SUVs. Mas, se querem saber, se tivesse de escolher, ainda preferiria aquela Omega Suprema, com mecânica alemã, acabamento de primeira e comportamento dinâmico perfeito, à imensa maioria dos utilitários-família hoje disponíveis no mercado. E você?

Posto abaixo uma reprodução da matéria que escrevi na época.

Fonte: Blog Rebimboca

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