Citroën mostra novo C3 brasileiro

Esse aí nas fotos e no vídeo acima é o novo Citroën C3, que será produzido na fábrica da montadora francesa em Porto Real, no estado do Rio, a partir do começo de 2022. Desenvolvido especialmente para o mercado sul-americano, e traz de cara um diferencial. Não tanto por suas formas – simpáticas, mas algo genéricas ou, no mínimo, muito parecidas com as do C4 Cactus, também fabricado aqui.

A diferença a que me refiro está na definição que lhe deu o marketing: ele está sendo apresentado como “um hatch inspirado nos SUVs” – e não como um “SUV compacto”, como é a tendência geral do mercado, mesmo quando o produto é exatamente isso: um hatch com linhas que lembram as de um jipinho. Ponto para a Citroën.

Se é simples por fora, o carrinho promete alta tecnologia e arrojo por dentro. Ele será equipado com recursos de conectividade de ponta e uma bela tela central de 10” de alta definição, que faz as funções de multimídia e “central de operações” geral. Além disso, o que pude ver do desenho, cores e texturas de painéis e bancos aponta para aquele estilo descolado-chic que a marca francesa domina como poucos. Bacana, mesmo.

O material de divulgação esbanja adjetivos e conceituações, mas economiza em informações mais precisas, por exemplo, sobre a motorização e transmissão do novo C3.

Mas, com um pouquinho de bola de cristal e muito de dedução lógica, podemos supor que, por conta da recente reunião de marcas (e esforços) promovida com o surgimento da Stellantis, ele vá compartilhar com irmãos Peugeot e primos Fiat o novo motor 1.0 turbo que já está chegando por aí, e, quem sabe, talvez ainda saia com uma versão equipada com o atual (e já veterano) 1.6 16v aspirado de até 118 cv de potência que equipa o mano Peugeot 208, também montado em Porto Real. O câmbio poderá ter, também, as mesmas opções automática de 6 velocidades ou manual de 5 (ou, quem sabe, finalmente 6) marchas.

Neste vídeo acima, uma apresentação do modelo em diferentes cenários, procurando mostrar suas aptidões urbanas e rurais – em estradas de terra bem-comportadas e civilizadas, claro. Isso e, como sempre, as alusões ao público a que se destina o modelo, casal jovem, descolado, que sabe o que quer, bem-sucedido…

É, nenhuma surpresa aqui também. Nos comerciais e materiais de divulgação, os carros sempre parecem ter sido construídos para essas pessoas, que têm entre 20 e 30 e poucos anos, se vestem dentro de um padrão butique-usual etc. e tal. O mundo está mudando, os carros estão mudando, mas a visão do marketing e da publicidade parece estacionada.

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