
Essa noticia, postada por uma das poucas fontes confiáveis de notícias, dá a dimensão da estupidez que inunda os centros acadêmicos do país.
A reciclagem – para usar um termo da moda que inspira o ativismo sócio ambiental – do que foram os movimentos estudantis dos anos 60/70, reflete a massificação das propostas progressistas no âmbito acadêmico.
Nos anos 60/70, a onda estudantil era de oposição à toda forma de opressão, contra a guerra do Vietnam e sobretudo, aos poderes monocráticos das severas reitorias das grandes universidades europeias, norte americanas e mesmo brasileiras.
Essas manifestações, ainda que multifacetadas e confusas (maio de 68), a conturbada revolta dos 4 milhões de estudantes das universidades americanas (maio de 70), e outras mais, tinham um fundamento libertário, pois o comando dessas grandes instituições de ensino estavam alinhadas com o poder estatal dominante.
E não é o que hoje vemos nas universidades mundo afora?
Basta ver a hegemonia ideológica entre as reitorias e os corpos docentes das grandes universidades da banda ocidental do planeta.
O multiculturalismo, na versão ‘justiceiro histórico’ tem sido a tática usada pelo sistema para derrubar dissidências e consagrar um tipo reparação aos vitimados palestinos.
Sem levar em conta que grande parte das vítimas inocentes foi alvo do terror do Hamas. Sejam elas habitantes da Faixa de Gaza ou israelenses.
A militância progressista apontar Israel como o algoz da região envolvida em complexas questões, é um reducionismo criminoso.
No plano do poder, tudo mudou para ficar exatamente igual.
Antes (60/70) os reitores das grandes universidades europeias, norte-americanas e brasileiras, estavam em sua maioria, alinhados com a política dos ‘falcões’ democratas norte-americanos (senhores de todas as intervenções militares feitas pelos EUA durante a Guerra Fria) e, abaixo da linha do Equador, por reitores ‘testas de ferro’ dos regimes consolidados na América Latina com o aval dos EUA.
A ‘reciclagem’ estudantil desses feitos é, em todos os sentidos, avessa àqueles movimentos estudantis.
Ela se alinha à proposta do poder agora instalado no Estado.
Hoje, o que vemos é uma agitação da massa estudantil das universidades norte-americanas contra Israel, em sintonia com adeptos europeus e latino americanos das políticas de Estado empenhadas em consolidar uma ‘nova ordem mundial ‘ e consagrar o triunfo da globalização. A tal ‘governança global’.
Esse alinhamento é um símbolo deplorável do sucesso das forças políticas progressistas – hoje no poder – sobre a massa estudantil.
Para mim, o alinhamento da massa estudantil aos paradigmas da ‘nova ordem mundial’, reflete uma vitória da versão atualizada dos ‘falcões’ democratas, alinhados oportunamente com os representantes políticos das vertentes esquerdistas de aparelhamento do Estado.
Como hoje eles estão no poder, as coisas parecem mais fáceis.
Essa conquista do poder se deu com a aliança de veículos das empresas de comunicação, o que significa que as bases de ocupação estão em fase de consolidação junto à opinião pública.
É preocupante ver – pela primeira vez na vida – a massa estudantil alinhada com o poder político dominante e sua determinação em calar a oposição, cancelar dissidentes e censurar os que se opõe à escalada do autoritarismo que se espalha nas nações do Ocidente
Baseado em Revista Oeste

