
De: Ettore Scola, Itália-França, 1987
(Disponível no Prime Vídeo em 2/2026.)
Como várias outras das magníficas obras de Ettore Scola, La Famiglia, seu opus de 1987, é um grande afresco, um amplo painel que retrata um largo período de tempo, focalizando um vasto grupo de personagens – tendo sempre a Grande História como pano de fundo. Aqui, são exatamente 80 anos da história de uma família de Roma em primeiro plano, a História da Itália lá atrás.
Um vasto grupo de personagens, de cinco diferentes gerações – avós, pais, filhos, netos, bisnetos, primos, tios. Vidas que atravessam décadas e décadas – e, assim, vários dos personagens são interpretados por três atores diferentes, na infância, na juventude e na idade madura.
Muitos, muitos personagens. O elenco é encabeçado por três gigantes que trabalharam várias vezes sob a direção de Scola – Vittorio Gassman, Stefania Sandrelli e Fanny Ardant –, mas nos créditos iniciais são mostrados os nomes de 20 atores com papéis importantes.
O fio condutor da trama é o protagonista da história, Carlo, que é também o narrador. O filme começa no dia do seu batismo, com a família toda reunida no apartamento que o avô havia acabado de comprar, a ser pago em prestações ao longo dos 20 anos seguintes.
A história de Carlo e da família em volta dele vai sendo contada em diferentes períodos de tempo. Cada período é como se fosse uma parte, um capítulo, um episódio – com as passagens de uma época para outra bem marcadas, visualmente identificáveis para o espectador. Ao fim de cada parte, a câmara do diretor de fotografia Ricardo Aronovich faz um suave travelling pelo corredor central do amplo apartamento da família, enquanto ouvimos o tema musical criado pelo compositor de vários dos filmes de Scola, Armando Trovajoli.
São ao todo nove partes, capítulos, episódios – e a voz de Carlo vai nos narrando fatos básicos de cada uma das nove épocas apresentadas ao espectador.
Se, por um lado, Scola e seus companheiros Ruggero Maccari e Furio Scarpelli, que criaram a história e escreveram o roteiro de La Famiglia, demonstram com absoluta clareza a passagem de uma época para outra, por outro eles preferiram não facilitar demais a vida do espectador colocando letreiros com as datas exatas de cada parte da trama. Há muitas referências a fatos históricos, a eventos marcantes. Várias pistas vão sendo dadas – o estilo das roupas, dos cabelos, vai mudando, é claro. Embora as datas exatas não sejam mostradas ou ditas, nem pelo narrador, nem pelos demais personagens, dá para o espectador ir percebendo as épocas. Houve, é claro, quem cravasse em que ano se passa cada um dos episódios – e logo mais vou listar essas datas.
Ao ver o filme pela terceira vez agora, quase 40 anos depois de seu lançamento, fiquei pensando que este La Famiglia é provavelmente um dos filmes mais tristes, melancólicos, desesperançados deste cineasta extraordinário.
Comunista de carteirinha, militante firme do PCI, então o maior Partido Comunista do Ocidente, Scola parece querer mostrar, com este filme, sua tristeza, seu desencanto, por ver que, ao contrário do que era o sonho, o expectativa dele e de seus camaradas, a Itália não estava se encaminhando para a esquerda, para um mundo melhor, mais justo.
Mas isso é apenas uma interpretação muito pessoal, uma sensação que tive. Pode perfeitamente não ter absolutamente nada a ver com o que Scola quis dizer.
O certo é que é uma beleza, uma maravilha de filme.

No batizado, o avô pergunta: – “Será um gênio ou um imbecil?”
O filme abre com uma bela sequência de toda a família reunida se preparando para uma foto. Estão ali umas 15 pessoas. Carlo, o bebê cujo batismo é a razão da festa, está no colo do avô – interpretado por Vittorio Gasmann, que a partir da parte 4 passará a fazer o papel do próprio Carlo.
Enquanto o fotógrafo orienta a posição das pessoas, e as crianças e também alguns adultos se mexem, o que inviabilizaria a foto, vão rolando os créditos iniciais.
No momento em que terminam os créditos, ouvimos a voz em off de Carlo-Vittorio Gassman nos narrando os fatos: – “Este é o dia do meu batizado, festejado na casa do novo bairro Prati, comprada com hipoteca por meu avô. Dentro de 20 anos será nossa. No grupo que posa para a foto, o meu avô é o que está assentado, e eu sou o bebê. Quem neste momento me carrega precariamente é a Adelina, sobrinha da nossa criada, Nunzia, que se vê ao fundo, à direita.”
O fotógrafo dispara aquele antigo flash usado do final do século XIX até as primeiras décadas do XX, que faz um barulhão, um estouro. As pessoas começam a se movimentar pela casa, enquanto a voz em off de Carlo prossegue nos apresentando sua família: “Esta senhora de olhos azuis é minha mãe. Antes de casar-se, estudava canto. Por isso não me faz dormir com canções de ninar, mas com árias das óperas. As tias Millina, Margherita e Luísa são irmãs de meu pai. As três são solteiras. Este é o dr. Giordani, nosso médico de família. Solteiro. Meu avô é professor de Letras na Universidade de Roma, poeta amador e feroz detrator de Carducci, de quem diz: ‘O leão republicano se tornou o cachorrinho da rainha’”.
Neste momento, o avô, segurando o bebê no colo, ao lado de sua mulher e da nora, todos olhando para o recém-batizado, se pergunta: – “Ele será um gênio ou imbecil?” Ao que sua mulher, uma simpática senhorinha, responde: – “Que bobagem! Será um filho de Deus.”
A voz em off de Carlo nos apresenta seu tio Nicola, irmão mais novo de sua mãe, seu primo Enrico e, finalmente, seu pai, funcionário do Ministério de Educação Pública, mas cuja verdadeira vocação é a arte: – “Dedica o tempo livre a pintar. A ‘Menina com Fruta’, que o Doutor Giordani está observando, é obra sua.”
E todos se encaminham para uma outra sala, em que a mãe de Carlo, Susanna, vai cantar, acompanhando-se ao piano.

Scola aqui não despreza seus personagens “burgueses”
Quando Susanna começa a tocar o piano, e a cantar aquela maravilha atemporal que é “Plaisir d’Amour” estamos com apenas 5 minutos do filme que dura 127 – mas há diversos pontos desse inicinho de filmes que eu gostaria de comentar.
Duas coisas que ficam absolutamente claras aí: é uma família de classe média, de média média para média alta. Acaba de comprar um amplo, espaçoso apartamento em bairro de Roma que era então novo – está certo que para pagar ao longo de 20 anos, mas, diacho, um belíssimo apartamento; tem uma criada; contrata um fotógrafo profissional para registrar a reunião.
E é uma família de pessoas voltadas para as artes, a cultura. Avô professor universitário de Letras e poeta diletante. Pai funcionário público e pintor diletante. Mãe pianista e cantora. O próprio Carlo seguirá os passos do avô e será professor de Letras.
Têm pendores artísticos, mas possuem um defeito: não são pobres.
Quando escrevi sobre O Terraço/La Terrazza, que Scola lançou em 1980, comentei que para ele, assim como para a grande maioria dos diretores italianos de seu tempo, quase todos comunistas ou socialistas, gente boa e feliz é gente humilde, as classes trabalhadoras, os operários, os pobres. Da classe média para cima, os burgueses, são todos ruins da cabeça ou doentes do pé ou as duas coisas. O único dos muitos personagens de O Terraço que Scola poupa um pouco é um deputado comunista (aliás, interpretado por Vittorio Gassman), que, depois de décadas de casamento, tem uma paixão por uma mulher também casada (aliás, interpretada por Stefania Sandrelli).
“Tudo é condenado, tudo é natimorto, até o amor novo”, escrevi, sobre os personagens de O Terraço. “Todos os relacionamentos são doentios, ou passaram da vez, tinham que ter terminado mas continuam porque ninguém tem coragem de separar.”
Passados sete anos de O Terraço, a forma com que Ettore Scola trata seus personagens “burgueses” neste A Família é bem mais suave – me parece. No filme de 1980, ele parece desprezar seus personagens. Neste filme de 1987, ele os mostra como muitas vezes frágeis, débeis – mas aqui o criador não tem desprezo por suas criaturas. Talvez tenha um pouco de pena – mas não tem antipatia por eles.
De novo: essas são impressões absolutamente pessoais. O eventual leitor pode, é claro, é evidente, ver o filme de forma oposta a isto que estou dizendo.

Um tio de Carlo vai virar fascista. A criada é um doce
Aristide, o pai que pinta, é o papel de Memè Perlini. Susanna, a mãe que canta e toca, é interpretada por Hanja Kochansky.
As três tias solteironas, Luisa, Margherita e Millina, são feitas por, respectivamente, Alessandra Panelli, Athina Cenci e Monica Scattini. As três estão sempre juntas, ao longo das décadas e décadas; brigam muito entre si, discutem demais, fazem pequenas bobagens inofensivas. São um lado um tanto cômico do filme. Autor de filmes seriíssimos, pesados, densos, Scola também sabe muito fazer comédia, como demonstra maravilhosamente em Ciúme à Italiana / Dramma della Gelosia (tutti i particolari in cronaca), com Marcello Mastroianni, Monica Vitti e Giancarlo Gianinni, de 1970
Das pessoas apresentadas ao espectador nessa abertura do filme, terão grande importância na trama o tio Nicola, o primo Enrico e, sobretudo, Adelina, a sobrinha da criada da casa.
O tio Nicola vai visitar a casa da família na quarta parte, quarto episódio do filme, já durante o fascismo, mas antes do início da Segunda Guerra. Chega todo paramentado com o uniforme fascista. Carlo, àquela altura já casado e com dois filhos, professor de escola secundária, não tem qualquer simpatia pelo fascismo – mas não enfrenta o tio, não discute com ele. Nicola vai reaparecer também na sétima parte, já um velho, e aparentemente bastante rico.
O primo Enrico aparece na segunda parte – quando criança, brincava bastante no apartamento com Carlo. Mais tarde, ele se mudará para Paris, se casará com uma francesa, mãe de uma criança de casamento anterior – e morrerá em combate na Segunda Guerra.
Adelina é uma das personagens mais importantes do filme.
Talvez por não ser “burguesa”, por ser sobrinha da criada da família e depois virar ela mesma a criada, Adelina é uma figura angelical, doce, suave, a bondade em forma de gente. (Criança e jovem ela é interpretada por Consuelo Pascali e Ilaria Stuppia; na maturidade, por Ottavia Piccolo.)

Carlo ama duas mulheres na vida – duas irmãs
Na segunda parte/capítulo/episódio do filme, passada quando Carlo está com 10 anos de idade (então interpretado por Emanuele Lamaro), ficamos conhecendo seu irmão três anos mais novo, Giulio. Por ser irmão do protagonista Carlo, Giulio será, naturalmente, um dos personagens centrais da história – juntamente com o próprio Carlo, as duas mulheres da vida de Carlo, Beatrice e Adriana, e mais Adelina
O pai pede a Carlo que cuide do irmão mais novo quando ele, Aristide, se for; – “ Giulio é fraco”, diz o pai para o primogênito. Tinha razão o funcionário público e artista por vocação. Giulio (interpretado, na maturidade, por Carlo Dapporto) terá muitos problemas na vida – mas também uma solução: ele e Adelina se apaixonam. Casam-se, adotam uma filha chamada Marina, que depois terá uma filha, também Marina. (Que belo nome!) Giulio e Adelina vão tocar negócios próprios, as coisas não vão dar muito certo, o casal se enfiará em dívidas. Ainda bem que tem um anjo para cuidar dele, a doce Adelina.
E, finalmente, antes tarde do que nunca, at last but not at least, Beatrice e Adriana, as duas mulheres que Carlo ama.
As duas surgem na parte 3, quando Carlo, aos 20 anos, é um estudante universitário, e dá aulas particulares em casa para a jovem Beatrice. Os dois começam a namorar. Um belo dia, Adriana, a irmã de Beatrice, aparece na casa de Carlo, curiosa para conhecer o rapaz de quem tanto ouve falar. E aí é paixão à primeira vista. Coup de foudre. Os dois namoram – mas às escondidas, para que Beatrice não fique sabendo, não fique magoada.
Adriana estuda música no Conservatório, quer fazer carreira – e surge a possibilidade de ela fazer um curso em Milão, a cidade do Teatro ala Scala, a capital da ópera. Carlo objeta, tenta convencê-la a ficar em Roma – mas ela decide ir.
Nesta parte 3 do filme, em que ele e as duas moças estão aí entre uns 18 e 20 anos, Carlo é interpretado por Andrea Occhipinti; Beatrice, por Cecilia Dazzi; e Adriana, por Jo Champa.
Passam-se uns dez anos entre as partes 3 e 4, e, as partir da 4 e até o final, Carlo vem na pele de Vittorio Gassman, e as duas irmãs, Beatrice e Adriana, são interpretadas respectivamente pelas duas deusas, Stefania Sandrelli e Fanny Ardant.
Ali na faixa dos 30 anos, Carlo-Vittorio Gassman, professor universitário como o avô, está casado com Beatrice-Stefania Sandrelli. Têm dois filhos, Paolino e Maddalena. Depois de uma temporada em Milão, Adriana-Fanny Ardant havia se radicado em Paris.
Não tem sentido avançar mais no relato da trama, mas, diacho, não consigo me impedir de falar de um episódio na parte 5, que acontece dez anos após a parte 4, já depois da Segunda Guerra Mundial. Adriana está noiva de um arquiteto francês, Jean-Luc, e os dois fazem uma viagem a Roma e, naturalmente, vão visitar a irmã dela e sua família. Jean-Luc é interpretado, em participação especial, por Philippe Noiret (na foto abaixo).
Scola se demora, se alonga na sequência do jantar. Não tem pressa alguma.
Carlo começa a discutir com o noivo de Adriana. Jean-Luc tenta ser gentil, educado; fala em bom italiano, procura falar de temas gerais, política, sociedade. Carlo, um poço sem fim de ciúme, rebate com irritação tudo o que o pobre visitante fala, para o absoluto embaraço das duas irmãs e de Susanna, a mãe do anfitrião.
Um show de atuação daqueles atores maravilhoso, um show de diálogos. Cinema grande. Uma beleza.

Entre um capítulo e outro, passam-se dez anos
Volto àquela coisa das datas, repito que Scola e seus co-roteiristas Ruggero Maccari e Furio Scarpelli espalham pelo filme indícios de em que época estamos. Bem naquela inicinho que relatei, por exemplo, a voz em off de Carlo diz que o avô dele é “poeta amador e feroz detrator de Carducci, de quem diz: ‘O leão republicano se tornou o cachorrinho da rainha’”. A gente não tem obrigação de saber, mas o poeta italiano Giosuè Carducci tornou-se senador em 1890, renegou sua defesa da república e aceitou publicamente o regime monárquico. Em 1906, recebeu o Nobel de Literatura; morreria no ano seguinte aos 71 anos.
O filme mostra a época da ascensão do fascismo, a Segunda Guerra Mundial. Lá pelas tantas, alguém comenta que Marilyn Monroe se casou com um grande dramaturgo, Arthur Miller – o casamento, o terceiro da grande estrela, foi em 1956…
E por aí vai.
Mary comentou que o ano exato em que se passa cada uma das nove partes do filme não importam – o que tem significação são as épocas, e isso aí a gente vai percebendo mesmo, pelos eventos históricos citados, pela aparência dos personagens.
Sim, é bem verdade. Mas há quem tenha estabelecido as datas exatas de cada capítulo do filme. A Wikipédia fez isso; segundo ela, a primeira parte se passa em 1906. Todos os intervalos entre uma parte e outra são de 10 anos, e assim todas as demais se passam nos anos de final 6. Assim, a parte 3, por exemplo, em que Carlo, aos 20 anos, ama ao mesmo tempo as duas irmãs, Beatrice e Adriana, se passa em 1936. A parte 4, em que ele está casado com Beatrice e tem dois filhos, é em 1946. A parte 5, quando Adriana vista a casa de Carlo e Beatrice com o noivo Jean-Luc, é em 1956.
A nona e última parte se passa em 1986, o ano em que Carlo completa 80 anos de idade – e o ano em que o filme foi rodado.

Como Michelangelo, Scola é um mestre dos afrescos
Ettore Scola (1931-2016) é como outro mestre italiano, Michelangelo Buonarroti: sua especialidade são mesmo os afrescos, os painéis. Escrevi isso depois de ver o Scola de 1998, O Jantar/La Cena, e me permito transcrever um trecho do texto de 2014.
Scola prefere obras mais épicas, mais do tipo epopéia, painéis que retratem toda a sociedade, a Grande História. Fez isso, por exemplo, em Nós Que Nos Amávamos Tanto/C’eravamo tanto amati, de 1974, com Vittorio Gassman e Stefania Sandrelli, em que traçou um panorama da vida na Itália desde a Segunda Guerra até meados dos anos 1970 – e aproveitou para fazer um inventário do próprio cinema italiano ao longo daquelas décadas.
Fez isso em O Baile, de 1983, em que, num único espaço – um salão de danças em um bairro periférico de Paris – e sem uma única palavra pronunciada pelos atores, mostrou o desenrolar da História e as mudanças dos costumes na França dos anos 20 até o início dos 80.
Mesmo quando não traça afrescos que percorrem diversas décadas, cria painéis que espelham momentos importantes da Grande História. Em Um Dia Muito Especial/Una Giornata Particolare, de 1977, concentrou-se na relação de apenas dois personagens em um único dia, o da visita de Adolf Hitler a Roma, mas, através deles e dos eventos do dia, traçou um quadro amplo da sociedade italiana sob o jugo do fascismo.
Em O Jantar, de 1999, encurtou o tempo ainda mais – toda a ação se passa em um único local, um restaurante, ao longo de uma única noite – mas alargou imensamente o número de personagens. O filme focaliza mais de duas dezenas de pessoas. Ali estão, de novo, mais uma vez, Vittorio Gassman, Stefania Sandrelli e Fanny Ardant, num elenco gigantesco que inclui outros astros e um monte de atores menos conhecidos.
Ettore Scola é tão fiel a seus atores e colaboradores quanto à sua ideologia. Como o inglês Ken Loach, Scola se mantém eternamente socialista, caiam quantos Muros de Berlim houver.
Acrescento agora que, neste A Família aqui, me pareceu que Scola fez Carlo, sua criatura, um tanto à semelhança de seu país – a Itália tal qual o artista enxerga. Não é que Carlo tenha tido uma vida horrorosa. Não, isso não. Teve uma bela vida, com muitas alegrias. Mas viveu sempre dividido entre o amor confortável, tranquilo, por Berenice, e seu desejo nunca satisfeito por Adriana.

O filme concorreu em Cannes e em Hollywood
A Família teve 25 prêmios e outras 15 indicações. Concorreu à Palma de Ouro de Cannes e ao Oscar de Hollywood – mas não levou. Ao David de Donatello, o prêmio Accademia del Cinema Italiano, teve 12 indicações. Stefania Sandrelli foi indicada ao prêmio de melhor atriz, mas não levou. A Família venceu nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor ator para Vittorio Gassman, melhor roteiro, melhor montagem para Francesco Malvestito e melhor música para Armando Trovajoli.
Aproveitei para ver que filmes desse cineasta extraordinário já estão aqui neste + de 50 Anos de Filmes. São nove. Até que não é mal. Mas eu gostaria de ter muito mais…
Ciúme à Italiana / Dramma della Gelosia (tutti i particolari in cronaca) (1970)
Feios, Sujos e Malvados / Brutti, Sporchi e Cattivi (1976)
Um Dia Muito Especial / Una Giornata Particolare (1977)
O Terraço / La Terrazza (1980)
Casanova e a Revolução / La Nuit de Varennes (1982)
O Baile / Le Bal (1983)
A História de um Jovem Homem Pobre / Romanzo di un Giovane Povero (1995)
O Jantar / La Cena (1998)
Que Estranho Chamar-se Federico / Che Strano Chiamarse Federico (2013)
Anotação em fevereiro de 2026
A Família/La Famiglia
De Ettore Scola, Itália-França, 1987
Com Vittorio Gassman (Carlo – e também o avô de Carlo),
Stefania Sandrelli (Beatrice),
Fanny Ardant (Adriana),
Emanuele Lamaro (Carlo criança), Andrea Occhipinti (jovem Carlo), Cecilia Dazzi (Beatrice jovem), Jo Champa (Adriana jovem), Carlo Dapporto (Giulio, o irmão de Carlo), Massimo Dapporto (Giulio jovem), Alberto Gimignani (Giulio jovem), Joska Versari (Giulio criança), Memè Perlini (Aristide. o pai de Carlo e Giulio),Hanja Kochansky (Susanna, a mãe de Carlo e Giulio), Alessandra Panelli (tia Luisa), Athina Cenci (tia Margherita), Monica Scattini (tia Millina), Giuseppe Cederna (Enrico, primo de Carlo), Maurizio Marsala (Enrico criança), Riccardo Massimi (Enrico jovem), Ottavia Piccolo (Adelina, a mulher de Giulio, ex-empregada da família), Consuelo Pascali (Adelina jovem), Ilaria Stuppia (Adelina jovem), Ricky Tognazzi (Paolino, filho de Carlo e Beatrice), Allessandro Pizzolato (Paolino criança), Fabrizio Cerusico (Paolino jovem), Barbara Scoppa (Maddalena, filha de Carlo e Beatrice), Sergio Castellitto (Carletto, filho de Maddalena), Marco Vivio (Carletto criança), Giampiero Gregori (tio Nicola), Renzo Palmer (tio Nicola), Andrea Livier Aronovich (Marina, a filha de Giulio e Adelina), Jacques Peyrac (dr. Giordani, o médico da família), Dagmar Lassander (Marika, vizinha e depois mulher de Paolino),
e, em participação especial, Philippe Noiret (Jean-Luc, o noivo de Adriana)
Argumento e roteiro Ruggero Maccari, Furio Scarpelli & Ettore Scola
Assistente no roteiro Graziano Diana
Fotografia Ricardo Aronovich
Música Armando Trovajoli
Montagem Francesco Malvestito, Ettore Scola
Direção de arte Cinzia Lo Fazio, Luciano Ricceri
Figurinos Gabriella Pescucci
Produção Franco Committeri, Massfilm, Cinémax,
Les Films Ariane, Rai 1.
Cor, 127 min (2h07)
Fonte: 50 anos de filmes

