
Olá, caríssimos!
O presidente Lula voltou a causar polêmica com mais uma declaração que rapidamente repercutiu em todo o país. Durante entrevista, o petista afirmou que o governo enviará mensagens para celulares roubados, exigindo que os aparelhos sejam devolvidos. Até aí, a proposta poderia ser tratada como mais uma ação de combate à criminalidade.
O problema veio logo depois. Ao justificar que os aparelhos deveriam ser entregues nas agências dos Correios, Lula declarou que muitos brasileiros têm medo de ir às delegacias por receio de encontrar “o tipo errado” de policial ou delegado. A fala caiu como uma bomba entre profissionais da segurança pública.
Entidades representativas de delegados e policiais reagiram imediatamente, classificando a declaração como irresponsável e ofensiva. Para as associações, o presidente generalizou situações isoladas e lançou suspeitas sobre instituições que diariamente enfrentam a criminalidade nas ruas do país.
Não é a primeira vez que Lula cria desgaste político por declarações improvisadas. O presidente parece insistir em transformar discursos públicos em verdadeiros palanques de frases infelizes, muitas vezes colocando em xeque categorias inteiras de trabalhadores.
Em um país já mergulhado em insegurança, violência urbana e descrédito institucional, o mínimo que se espera de um chefe de Estado é equilíbrio nas palavras. Quando o presidente sugere, ainda que indiretamente, que delegacias podem não ser ambientes confiáveis para o cidadão comum, acaba alimentando ainda mais a desconfiança social e enfraquecendo a autoridade das próprias forças de segurança.
O combate ao roubo de celulares é necessário. Mas combater o crime desmoralizando instituições públicas certamente não parece ser o melhor caminho.

