
Essa triste figura não cansa de me surpreender negativamente.
Quando penso que nada mais é possível, que todas as vigarices já foram aplicadas, eis que ele surge com esse “dejà-vu” espantoso onde repete, palavra por palavra, com expressão chorosa e olhos lacrimejantes – é mesmo o par perfeito para a cúmplice matrimonial.
Frases que atravessaram as décadas, ditas em primeira mão no discurso de posse, em 2003, repetidas novamente em 2023, quando retornou à presidência, com direito ao mesmo teatro habilidoso com que engana milhões desde sua entrada na vida política, nos idos dos anos 70, e ontem, em entrevista à companheirada, soltou novamente a velha pérola, que já é parte integrante do seu “script” de mentiras, do seu já cansativo “show” teatral com que leva brasileiros incautos e descerebrados no bico.
São elas:
“Se, ao final do meu mandato, todos os brasileiros tiverem a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, terei cumprido a missão da minha vida.”
Sim, há vinte e três anos ele repete essa lenga-lenga, essa conversa mole com que tenta se mostrar como líder político sensível e preocupado com as demandas do povo pobre e ignorante.
Nos bastidores, enriqueceu, desfrutou de todas as regalias possíveis, uniu-se aos ricos e poderosos, com quem se alia para resolver a única questão que lhe interessa:
Manter-se, a qualquer custo, no poder.
Corremos o risco de vê-lo novamente, a partir das eleições de outubro do presente anos, por mais um período de quatro anos atravancando o caminho, graças à ignorantes, de um lado, e oportunistas, de outro, a quem muito interessa ver esse velho pilantra no comando do país, abrindo as portas dos cofres da nação a quem pagar mais, e mantendo sob hipnose coletiva a massa que ainda o segue e o vê como o “painho” que os conduzirá ao caminho de uma prosperidade que nunca chega.
“Me engana que eu gosto”, parecem dizer.
Só está onde está porque semelhantes destituídos de caráter, em favelas ou mansões, o mantém no poder.
Saber que milhões ainda acreditam nesse ser das trevas, me levam a desacreditar por completo na humanidade e na sua capacidade de discernir bem de mal.
Que azar o nosso, nascidos em meio a todo esse lamaçal humano!

