30 de abril de 2026
Rodrigo Constantino

Uma mistura de Epstein com Al Capone

O banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master. (Foto: Márcio Gustavo Vasconcelos/Wikimedia Commons)

Com autorização do ministro André Mendonça, Daniel Vorcaro e seu cunhado foram presos novamente nesta quarta. Mendonça resolveu tirar o sigilo da decisão, da qual a PGR foi contra. Paulo Gonet não viu ameaça no banqueiro fraudulento, mesmo que, em mensagens num grupo de WhatsApp, ele falasse em “dar um pau” e “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, entre outros. O PGR, porém, defendeu a prisão dos inocentes do 8 de janeiro, de Filipe Martins, de Bolsonaro e de tantos outros.

O Brasil foi mesmo dominado por uma máfia. Vorcaro, que teve R$ 22 bilhões sequestrados na operação, parece uma mistura de Jeffrey Epstein com Al Capone. Suas festinhas no “Cine Trancoso” serviam para atrair e intimidar autoridades, enquanto essa postura de tramar agressões é típica de mafiosos como Al Capone.

Vorcaro investiu bastante em “conexões”, ou seja, tentou comprar quem estava à venda em Brasília. Contrato de R$ 129 milhões com o escritório da família de Alexandre de Moraes, recursos para o resort da família de Dias Toffoli e por aí vai. Se ele delatar, o que se tornou mais provável com sua volta à prisão, muita gente poderosa vai tremer nas bases. Vorcaro é um gângster, mas não lhe faltam cúmplices…

O grupo de WhatsApp de Vorcaro se chamava ‘A turma’, mas se trata de uma turma de milicianos, de bandidos. Que André Mendonça siga no bom caminho e autorize o trabalho da Polícia Federal com toda a autonomia que ela precisa para avançar nas investigações

Enquanto isso, a esquerda e uma ala da direita “bolsonarista” partiram para cima de Nikolas Ferreira após Malu Gaspar relatar que o deputado viajou num jatinho que era de uma empresa com vários sócios, entre eles Vorcaro. Isso há quatro anos, para fazer campanha para Jair Bolsonaro. À época, Vorcaro não era tido como criminoso, e Nikolas sequer organizou a logística das viagens. Era apenas um convidado.

Nada disso importa para quem quer apenas difamá-lo e desgastá-lo. Até Tabata Amaral embarcou nessa, ignorando que recebeu em seu casamento o ministro Moraes. Ou seja, os R$ 129 milhões, já conhecidos do público, não a impediram de achar adequado ter na festa um “companheiro” de Vorcaro, mas Nikolas aceitar carona num avião fretado virou o problema. É pura desonestidade, claro.

A esquerda, aliás, faz de tudo para barrar a CPI do Master, enquanto Nikolas luta por sua instalação. As ações falam mais alto do que as palavras. Kriska Pimentinha, ligada ao PT, chegou a publicar um claro briefing da Secom com uma estratégia para atacar Nikolas, que também foi alvo da turma “australiana” que se diz bolsonarista raiz, mas não respeita os pedidos do próprio Jair Bolsonaro.

O grupo de WhatsApp de Vorcaro se chamava “a turma”, mas se trata de uma turma de milicianos, de bandidos. Que André Mendonça siga no bom caminho e autorize o trabalho da Polícia Federal com toda a autonomia que ela precisa para avançar nas investigações. Tem muita gente envolvida nesse escândalo do Master. Que todos eles paguem por seus crimes!

Fonte: Gazeta do Povo

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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