22 de abril de 2026
Silvia Gabas

Se o regime do Irã não cair, temos a solução

Estava eu acompanhando as notícias das tentativas de derrubada do regime iraniano por conta dos bombardeios lançados pelos EUA e Israel, quando ouço de um desses inúmeros especialistas que pululam de canal em canal da televisão brasileira dando o seu pitaco a respeito da questão que não é por que Ali Khomenei, o Líder Supremo da teocracia iraniana foi morto, que o regime teocrático que lá vigora por 47 anos irá cair.

Neste momento, um tanto incrédula, pensei com meus botões: EUA e Israel são hoje portadores da mais potente e eficiente tecnologia militar em todo o mundo, e seu poderio envolve porta-aviões que levam máquinas voadoras nunca vistas, em beleza e poder bélico, mísseis que atravessam continentes, que entram em espaço aéreo inimigo sem que possam ser detectados, militares ultra treinados para combate por ar, por mar e por terra.

Ainda assim, com todo esse poder militar incomensurável, será preciso muito mais do que todo esse bombardeio, todas essas mortes que envolvem o mais alto escalão do poder de Estado iraniano para que se consigam o resultado esperado pelos iranianos ávidos em se ver liver do regime autoritário que pesa suas cabeças e vidas.

Não é improvável que, sem uma revolução popular de grandes proporções o aiatolá morto no ataque e todos os demais integrantes da equipe governamental que também foram retirados de cena pelo espetacular e inesperado ataque de duas potências mundiais, sejam substituídos por outros membros da cúpula de governo e tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes.

Foi aí que me lembrei que nós aqui, sem armas, sem exército, sem militares treinados, sem tecnologia de ponta, quase derrubamos, com a maior facilidade deste mundo, com uma turma faceira, numa tranquila manhã de domingo, munidos apenas de um batom, uma camisa amarela e uma bíblia na mão, o nosso aiatolá Luleíne, mal chegado ao poder alguns poucos dias antes do feroz enfrentamento por parte dessa gente perigosa, que queria arrancar a tapas nosso supremo líder do poder.

A história do Irã seria outra se eles pudessem contar com esses elementos perigosos que tiveram a audácia jamais vista até então, tais como:

– Débora Rodrigues dos Santos, a Débora do batom, condenada a 14 anos de prisão por pixar uma estátua, a da Justiça, vejam só a ironia, com as perigosíssimas palavras de ordem: “Perdeu, Mané!”. O Sistema decidiu que era impossível manter livre e solta um elemento tão perigoso para a sociedade, acusando-a de Abolição Violenta do Estado de Direito, Golpe de Estado, Associação Criminosa, Danificação qualificada e destruição de patrimônio tombado. Uma verdadeira terrorista, sem dúvida alguma, que de posse do seu missel vermelho de última geração impunha risco concreto à nossa amada Democracia à brasileira, onde alguns poucos mandam e o restante obedece, com a alegria retumbante de uma Coreia do Norte;

– Iraci Nagoshi, perigosa professora de português e diretora aposentada de 74 anos de idade, o que indica farta experiência em táticas golpistas revolucionárias, tendo sido condenada por sua ousadia antipatriótica a 14 anos de prisão para parar de ser besta e comportar-se de acordo com o seu estado de senhora idosa, que em ataque de fúria incontida, resolveu dar um golpe de estado, ora vejam só. Idoso tem cada ideia maluca! Precisam receber a reprimenda adequada. A Iraci foi concedida prisão domiciliar após um tempo de cadeia por questões de saúde, mas em Julho de 2025, a perigosa meliante retornou à prisão, onde se encontra no momento, após reiteradas violações das regras do uso da sua tornozeila eletrônia. Ah, essas meliantes que não sossegam! E lá foi Dona Iraci de volta para a cadeia, sendo atualmente a prisioneira mais idosa dentre as presas daquele fatídico dia;

– Adalgiza Maria Dourado, 65 anos, com profissão desconhecida antes do evento que a levou à prisão, mas arrisco a dizer que dedicava-se à construção de coquetéis molotov com que tomaria o poder em suas mãos. Estando naquele dia 8 de Janeiro de triste memória na Praça dos três Poderes, recebeu a pena de 16 anos de prisão, condenada que foi por motivos semelhantes às demais terroristas. Com saúde debilitada, quedas frequentes e tentativa de suicídio, encontra-se no momento em prisão domiciliar por “questões humanitárias.”

Os EUA e Israel deveriam vir até aqui e aprender com essas perigosas mulheres, condenadas a altas penas de prisão, pegas com a boca na botija praticando ensandecidos atos de ataque e tomada de poder na esplanada brasileira, como é que se realiza um ataque eficiente a um governo que se deseja derrubar.

Que eles não se demorem a vir até aqui aprimorar suas técnicas de abate de governos indesejáveis.

Débora, Iracie e Adalgiza certamente terão muito a ensinar.

Silvia Gabas

Com formação em Direito e Serviço Social, leitora compulsiva, com olhar atento para as grandes questões do mundo, dando sua contribuição através de textos publicados nas suas redes e sociais e na revista Stampa, entre outros veículos de comunicação.

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Com formação em Direito e Serviço Social, leitora compulsiva, com olhar atento para as grandes questões do mundo, dando sua contribuição através de textos publicados nas suas redes e sociais e na revista Stampa, entre outros veículos de comunicação.

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