27 de setembro de 2026
Ilmar Penna Marinho Jr

O voto histórico na Suprema Justiça

No 7 de setembro se comemora o grito da Independência do Brasil.

Agora, há de se celebrar o 8 de setembro, como o dia do grito de independência na Suprema Corte da Justiça brasileira.

Foi o dia histórico do voto de alta qualidade jurídica do Ministro Luís Fux, em que confirmou “a incompetência absoluta” da 1ª Turma do STF de julgar a Ação Penal 2588 e de punir: Jair Bolsonaro e mais 7 réus, todos acusados de “golpismo”.

O voto dissidente clamou pela “imediata nulidade do processo penal, desde o seu início no STF” e contestou “a existência de organização criminosa”, denunciada nos demais votos.

Em respeito aos colegas, absteve-se de historiar no Tribunal as sucessivas perseguições políticas ao líder dos réus, emanadas do ódio revanchista de um ex-presidiário, condenado por corrupção ativa e passiva, e mesmo assim, foi empossado Presidente do Brasil.

Os 3 votos dos Supremos Algozes da 1ª turma formaram a maioria para condenar os réus com exorbitantes penas de 27 anos de prisão, inclusive os réus de altas patentes militares.

O GLOBO, que comemora o centenário da fundação do jornal, com o livre acesso ao Planalto, mesmo antes do inepto julgamento no STF, já vinha em suas narrativas jornalísticas e na postagem das “Mensagens dos Leitores”, depreciando o bolsonarismo.

Das 14 “Mensagens” diárias, 10 hostilizavam o ex-Presidente.

Já a “boa” gestão lulapetista foi contemplada com matérias de páginas inteiras, a exemplo da intitulada “Deflação de 014% no mês de agosto”.

Será que a dona de casa ou o assalariado convivem com a enaltecida queda da inflação?

Sempre resta a esperança de que a polarização da Justiça reencontre o rumo pacifico da reconciliação nacional e que o GLOBO volte a publicar o editorial de 2 de abril de 1964:

“Vive a nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, para salvar o que é essencial: a democracia”.

Que Deus proteja os brasileiros do ódio dos que querem se perpetuar no poder.

Ilmar Penna Marinho Jr

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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