
Os depoimentos dos jornalistas David Agape e Michael Shellenberger, além de expor fatos graves da censura no Brasil de hoje, me trouxe à lembrança algumas similaridades no tocante às táticas, outrora aplicadas pelo então governo americano, num período da nossa história.
Agora, vejo a mesma tática repetida, com um agravante.
Num trecho do seu depoimento, Michael diz que enxerga hoje no Brasil a mesma tática censora usada no seu país em 2020, por agências do governo em conluio com a grande imprensa e gestores das big techs.
O que me causou desconfortável estranheza, ao ouvir os relatos do Michael, foi lembrar que nos idos dos 70/80, eu não só participei com orgulho e admiração das manifestações na ABI,com a presença e apoio incondicional de jornalistas, artistas e intelectuais contra a intervenção indevida que culminou em censura, enfrentada em atos consistentes em defesa da Liberdade de Expressão e contra a censura.
Passado tantos anos, provoca indignação ver a vergonhosa adesão de jornalistas, artistas, intelectuais e veículos da grande imprensa, atuando de forma inversa, a favor de uma réplica de submissão neocolonialista espantosa.

