
O ápice (2015-2016) mais de 1,3 milhão de pessoas solicitaram asilo em 2015, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial. Entre 2015 e 2016, foram detectadas mais de 2,3 milhões de travessias irregulares.
Nos EUA, embora existam ondas históricas desde o século XIX, a escalada migratória atual e recorde na fronteira sul intensificou-se a partir de 2018 e atingiu níveis históricos entre 2021 e 2024,durante a gestão Joe Biden/Kamala Harris.
Atualmente, estima-se que existam cerca de 750.000 iraniano-americanos residindo nos Estados Unidos, de acordo com dados do Pew Research Center baseados na Pesquisa da Comunidade Americana de 2024(Pew Research Center).
Aproximadamente 440.000 pessoas vivendo nos EUA nasceram em território iraniano. Outras fontes indicam números em torno de 400.000 a 431.000 para este grupo específico.
Se incluirmos descendentes nascidos nos EUA, o número total chega aos 750.000 mencionados. Estimativas de organizações comunitárias como a PAAIA sugerem que o total real pode ser maior, variando entre 500.000 e 1.000.000 de pessoas. Cerca de 76% dos imigrantes iranianos já são cidadãos naturalizados norte-americanos, uma taxa significativamente superior à média de outros grupos de imigrantes(Pew Research Center).
Grande parte dessa população é constituída de refugiados autênticos que buscaram refúgio nos EEUU.
Porém, a flexibilidade para concessão de vistos de residente durante a gestão Barack Obama teve forte impacto social favorecendo a entrada de virtuais ameaças a segurança interna. A traficante de armas Shamim Mafi é um caso. Ela reside nos Estados Unidos desde 2016 como portadora de Green Card (residente permanente legítima).
Domingo, 19 de abril de 2026, divulga-se informe de que as autoridades federais dos EUA prenderam Shamim Mafi, uma cidadã iraniana de 44 anos residente em Los Angeles, acusada de traficar armas e drones para o Sudão em nome do governo iraniano. (BBC)
A prisão ocorreu no Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX) enquanto ela tentava embarcar em um voo para a Turquia.
Mafi reside nos Estados Unidos desde 2016 como portadora de Green Card (residente permanente legítima). É acusada de intermediar a venda de equipamentos militares fabricados no Irã para o Ministério da Defesa do Sudão, incluindo drones armados (especificamente o modelo Mohajer-6), bombas e espoletas de bombas e milhões de cartuchos de munição.
Documentos judiciais indicam um contrato de drones avaliado em 60 milhões de euros (aproximadamente 70 milhões de dólares), com Mafi supostamente recebendo pagamentos que somam 6 milhões de euros por coordenar as negociações e viagens de delegações sudanesas ao Irã. De acordo com o The Guardian, ela operava através de uma empresa chamada Atlas International.
A investigação da BBC News destaca que o uso desses drones iranianos tem alterado o curso da guerra civil no Sudão, auxiliando o terror das Forças Armadas Sudanesas (SAF) a exterminar a resistencia e recuperar território.
Se for condenada por violar as leis de sanções dos EUA e por tráfico de armas, Shamim Mafi poderá enfrentar uma pena de até 20 anos de prisão federal. Ela deve comparecer ao tribunal de Los Angeles em 20 de abril de 2026 para sua audiência inicial.
(South China Morning Post).
A perua das fotos é a imigrante de luxo iraniana que servia ao regime dos aitolás fornecendo armamentos para a escalada da violência no Sudão.

