
Aludir ao desmonte de uma ‘trama internacional’ – a extração, prisão e julgamento de Maduro numa corte de Nova Iorque, pode parecer apenas conjectura.
Porém, desdobramentos de uma trama macabra entre narcoestado venezuelano, autoridades latino americanas e europeias, agora em curso em alguns tribunais, revela uma certa sinergia entre o que Maduro pia e o que o mundo escuta.
José Luis Rodríguez Zapatero, ex-primeiro-ministro socialista da Espanha, acaba de ser indiciado (réu) pela Audiência Nacional de Espanha por suspeitas de corrupção. Ele foi intimado pelo tribunal para prestar depoimento no dia 2 de junho.
Esta investigação criminal representa um marco histórico: é a primeira vez, na era democrática da Espanha, que um ex-chefe de governo é formalmente indiciado pela justiça por acusações de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa, falsificação de documentos, tráfico de influência
O caso diz respeito à sua interferência no caso Plus Ultra, um resgate de US$ 62 milhões concedido em 2021, durante a pandemia de COVID-19, à Plus Ultra, uma pequena companhia aérea espanhola com importantes laços comerciais e acionistas venezuelanos. Para se qualificar para os fundos públicos emergenciais, a companhia aérea teve que ser designada como uma empresa “estratégica”. Um status que claramente não merecia.
Zapatero sempre se orgulhou publicamente dos seus laços com Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Repetidas vezes defendeu a ditadura bolivariana, negando que o regime praticava repressão violenta, fraude eleitoral, violações de direitos humanos e a destruição econômica da Venezuela.
Seu envolvimento contínuo, após deixar o governo, em diálogos com a Venezuela e as supostas conexões comerciais apenas aprofundaram esse posicionamento. Internacionalmente, Zapatero representou uma guinada brusca à esquerda na política externa espanhola.
Dias depois de ser eleito primeiro-ministro, na sequência dos atentados nos trens de Madri em 2004, em uma simbólica posição anti americana, alinhou-se taticamente com o extremismo islâmico, retirando as tropas espanholas do Iraque. Dobrou ao manual de controle de Davos no tocante a política climática e outras ações que prejudicaram economicamente o país.
Zapatero é considerado por seus críticos como o ‘padrinho’ no sentido Godfather, da “máfia socialista do PSOE”.
Atribuem aos seus ‘conselhos’ os escândalos de corrupção posteriores do PSOE, envolvendo o círculo mais próximo do primeiro-ministro Pedro Sánchez.
O seu círculo familiar mais íntimo enfrenta graves problemas judiciais, com a esposa e o irmão formalmente indiciados por crimes associados à corrupção.
As investigações contra o entorno do líder socialista escalaram significativamente e tornaram-se uma marca indelével do governo Pedro Sanches.

